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As funções cognitivas superiores

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Conhecer o cérebro

As funções cognitivas superioresAs funções cognitivas superiores são capacidades interligadas exclusivas do ser humano, que lhe permitem a interação com os outros e com o meio em que vivem, mantendo a identidade individual.

As funções cognitivas superiores, também designadas como funções nervosas superiores ou funções mentais, são um conjunto de funções interrelacionadas entre si, que tornam possíveis, a aprendizagem, o processamento de informação, a atenção, a linguagem, a comunicação, a memória (guardar informação e recordar de imediato ou mais tarde). Permitem o planeamento (por exemplo, de estratégias ou de sequências nas atividades da vida diária), a capacidade de resolução de problemas e a automonitorização.

Permitem-nos ter consciência de nós próprios e do mundo.

Permitem-nos tomar decisões (como resultado de raciocínios e emoções – emoções indissociáveis do raciocínio, António Damásio).

As funções cognitivas superiores determinam comportamentos.

As funções cognitivas superiores dependem fundamentalmente dos hemisférios cerebrais (córtex cerebral e estruturas subcorticais).
As funções cognitivas superiores dependem essencialmente das “áreas terceárias” do cérebro, que ao contrário das “áreas sensoriais primárias” e “áreas secundárias”, são multimodais, isto é, não são específicas para cada modalidade (função).

O Homem normal usa simultaneamente os dois hemisférios cerebrais.
As funções cognitivas superiores são assimétricas, algumas das quais estão lateralizadas.
Por exemplo, nos individuos destros considera-se o hemisfério esquerdo relacionado com as “capacidades verbais” (por exemplo, a linguagem) e, o hemisfério direito relacionado com as “capacidades não verbais” e aquelas que necessitam de um processamento mais global de estímulos ambientais (por exemplo, toda a informação de caráter simbólico ou abstrato – cálculo, raciocínio abstrato).

avaliação neuropsicológica consiste na avaliação exaustiva das funções cognitivas superiores – atenção, orientação, funções executivas, memória, linguagem, cálculo, praxias, gnosias, abstração e raciocínio lógico. Além da entrevista clínica detalhada, é efetuada com testes, escalas ou baterias de avaliação neuropsicológica. Os seus resultados, quantitativos e qualitativos, devem ser interpretados por profissionais experientes.

Os hemisférios cerebrais

Os hemisférios cerebraisOs hemisférios cerebrais não são realmente idênticos em termos estruturais e funcionais.

A assimetria cerebral e lateralização hemisférica são detetadas ainda na vida humana intra-uterina.

Sabe qual é o seu lado do corpo dominante?

E o que é que isso significa em termos cerebrais?

O cérebro humano (telencéfalo) é claramente dividido em dois hemisférios cerebrais por uma fissura sagital longitudinal profunda. Os hemisférios cerebrais estão conectados através de fibras comissurais como o corpo caloso.
Os hemisférios cerebrais estão organizados em circunvoluções e sulcos (ou fissuras), cobertos de substância cinzenta (córtex cerebral) e, internamente substância branca (além dos núcleos profundos de substância cinzenta).

Os hemisférios cerebrais

Cada hemisfério cerebral apresenta quatro lobos: frontal, parietal, temporal e occipital.

É no cortex cerebral que se localizam áreas fundamentais relacionadas com os processos cognitivos (como por exemplo, a memória). A substância branca não está implicada diretamente nos processos cognitivos, mas os circuitos neuronais entre todas as estruturas são importantes para o normal funcionamento.

Cada hemisfério cerebral é similar mas não idêntico em termos estruturais e funcionais.
Cada hemisfério cerebral tem funções especializadas.

As diferenças micro-anatómicas e psicofisiológicas entre os dois hemisférios (isto é, lateralização hemisférica) são detetadas precocemente na vida humana – estadio pré-natal.

As “normais” diferenças químicas e estruturais entre os hemisférios cerebrais estão na base das diferenças de localização de funções. A assimetria funcional hemisférica já tinha sido reportada nas observações clínicas de individuos com lesão cerebral efetuadas por Broca (1861) e Dax (1865). A neuropsicologia e a neuroimagem têm permitido grandes avanços no conhecimento do funcionamento cerebral.

O termo assimetria cerebral refere-se às diferenças entre os dois hemisférios.

Como seria de esperar, como os seres humanos são dominantes num lado do corpo em relação ao outro lado, um hemisfério cerebral é geralmente maior que o outro.
Na maioria dos individuos destros (vulgarmente reconhecidos por usarem a mão direita a escrever, a pegar em objetos), o hemisfério cerebral esquerdo é ligeiramente maior que o hemisfério cerebral direito.

Foram sendo descobertas assimetrias nos diferentes lobos cerebrais (frontal, parietal, temporal).
Por exemplo, estudos registaram assimetrias anatómicas no córtex motor primário dos dois hemisférios em individuos destros. No entanto, estas assimetrias não foram constatadas em individuos esquerdinos. As assimetrias hemisféricas vão ter repercussões funcionais (por exemplo em relação ao córtex motor, haverá assimetrias na realização de movimentos sequenciais) e podem diferir entre individuos destros e esquerdinos.

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