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 Maldek e do sistema solar – Jaffer Ben-Rob da Terra – Parte 1

agharta-piramideJAFFER BEN-ROB da TERRA, Parte I – Historias da Terra, Maldek e do sistema solar

 “Antes que o povo de meu mundo (Maldek) os apunhalasse com o garfo da ilusão, os elohim tocaram suas harpas de fogo e cantaram a beleza de seu mundo e de sua devoção ao plano divino do Criador de Tudo Aquilo Que É. Que o véu que fizemos cair sobre suas mentes seja em breve erguido e tirado de vocês para sempre pelo vento que está agora se elevando das profundezas da eternidade”.  –  Eu Sou Tob‑Vennit de Maldek.”

ANTIGAS HISTÓRIAS DA TERRA, de Maldek e do sistema solar. Traduzido do Livro “THROUGH ALIEN EYES – Através de Olhos Alienígenas”, escrito por Wesley H. Bateman, Telepata da FEDERAÇÃO GALÁCTICA, páginas 155 a 194.

Quando eu, JAFFER BEN-ROB nasci pela primeira vez em vida humana na Terra, o evento aconteceu no povoado agrícola de Tigrillet, localizado, naquela época, em terra agora encoberta pelo Oceano Atlântico. Meu povoado de nascimento (se não estivesse submerso) estaria mais próximo atualmente de Portugal. Meu nome ‑ Jaffer‑  foi-me dado por minha mãe, Marle, a segunda das quatro mulheres de meu pai. O nome de meu pai era Rob Ben‑Rob. Eu tinha quatro irmãos, três meio‑irmãos e seis meio‑irmãs. Naquele tempo as mulheres da Terra superavam em número os homens numa proporção de cinco para um.

Espaçonaves maldequianas aterrissaram pela primeira vez na Terra cerca de 310 anos antes de meu primeiro nascimento. Durante minha adolescência, uma família composta de quatro maldequianos mudou‑se para uma vila localizada numa montanha ao norte de nosso povoado. Chamavam a si mesmos de Ornas, nome que se aplicava aos maldequianos nascidos na Terra, mas educados em Maldek. Um maldequiano nascido na Terra que nunca visitara Maldek (chamado de Toibe) era considerado por sua gente um tanto incompleto como pessoa. Os ornas sempre se despediam dos toibes com a afirmação: “Que você visite logo Maldek.”

cinturao_asteroides(restos de Maldek)

O Cinturão de Asteroides, ocupa a posição orbital original do planeta MALDEK (cujo tamanho era de 4,2 vezes o tamanho da Terra) e são fragmentos do planeta DE quando esse explodiu há cerca de 251 milhões de anos.

A família de ornas maldequianos que morava próximo de nosso povoado vivia regiamente. Empregavam doze pessoas de nosso povoado como criados domésticos, pagando‑as muito bem. Tinham dois carros aéreos usados individualmente pelo marido (Cro‑Swain) e pela mulher (Debettine) com freqüência para percorrer o interior e comparecer a “reuniões de negócios” em locais remotos. Esse casal maldequiano tinha um filho adolescente chamado Sou‑Dalf e uma filha adolescente chamada Valneri.

[Os nomes masculinos maldequianos são hifenìzados e o segundo nome é escrito com maiúscula na maturidade. Os nomes femininos não são hifenizados. ‑ W.B.] Nunca vi nenhum maldequiano executando qualquer tipo de trabalho físico, braçal, mas eles se exercitavam constantemente. Sou‑Dalf e Valneri corriam quilômetros todos os dias, chovesse ou fizesse sol, atravessando o povoado no caminho de ida e volta a seu lar luxuoso. Meu pai não era fazendeiro, como a maioria de seus cinco irmãos, e sim um dos dois magistrados provinciais. Era também chefe suplente de nossa força policial de seis homens. Sua jurisdição cobria mais de 777 quilômetros quadrados.

Eu fui educado no que vocês chamam de escola pública até a idade de 14 anos, e então ensinaram‑me uma variedade de matérias profissionalizantes numa escola local. Os cursos educativos selecionados para mim por meu pai incluíam direito e ciência militar. Nunca conclui nenhum desses cursos pelo fato de abandonar meus estudos para servir de acompanhante muito bem pago para Sou‑Dalf, o maldequiano.

Meu longo relacionamento com Sou‑Dalf foi o motivo de ser procurado, na qualidade de ser do espaço aberto, para narrar‑lhes algumas das vidas passadas por mim experienciadas na Terra. Minha associação com Sou‑Dalf começou no dia em que fui chamado para fora da aula por meu pai e levado à vila maldequiana. Meu pai me disse que recebera um convite escrito de Cro‑Swain solicitando que ele fosse à vila e que ele e a esposa ficariam contentes se me levasse com ele.

Naquela tarde, jantamos com Cro‑Swain e sua mulher Debettine, seus filhos não estavam presentes. Cro‑Swain nos disse que desejava me empregar como acompanhante de seu filho, enfatizando que não seria considerado um criado, e sim que meu papel seria simplesmente conversar com Sou‑Dalf e ser amigo dele, por assim dizer. Como extra por meu serviço, me ensinariam o idioma maldequiano e eu viajaria, dentro de mais ou menos seis meses com toda a família deles ao planeta Maldek.

maldeklivroQuando ele nos disse quanto dinheiro receberia (anualmente), meu pai e eu quase entramos em choque. A quantia era maior do que o que meu tio mais rico, Kanius, conseguia ganhar em dois anos na agricultura. Concordamos imediatamente com a oferta de Cro‑Swain. Disseram‑me para voltar à vila em dois dias, trazendo nada além da roupa do corpo. Fiz como me instruíram.

ACOMPANHANTE DE SOUL‑DALF

Deram‑me um belo quarto com uma sacada com vista para nosso povoado. De vez em quando, eu ficava na sacada olhando por entre as árvores para, talvez, ver num relance um familiar, mas isso raramente acontecia. Enquanto estava na vila, eu era proibido de visitar minha família por qualquer razão. Toda minha atenção deveria ser dispensada a Sou‑Dalf e a mais ninguém. No começo, isso não foi fácil. Ele não me disse uma palavra por cerca de duas semanas, agindo como se eu não estivesse lá.

Exceto quando dormíamos, eu não ficava a mais de dez passos dele. Sou‑Dalf nunca fazia as refeições com sua família e parecia estar evitando os pais. Falava apenas com a irmã e com um empregado Simm alto e magricela chamado Rubdus, que nos fornecia, a ele e a mim, as roupas limpas que usaríamos no dia. Descobri depois que nosso guarda‑roupa e cardápio diários eram selecionados pela mãe invisível de Sou‑Dalf.

A vila tinha um ótimo estábulo para cavalos, mas Sou‑Dalf nunca os cavalgava. Sua irmã Valneri nunca chegava perto dos animais porque eles se assustavam como se estivessem na presença de uma cascavel e, se estivessem soltos, disparavam. Valneri era uma menina lindíssima e secretamente apaixonei‑me por ela. Normalmente estava acompanhada por um ganso maldequiano branco, que ela às vezes levava numa correia. O ganso, três vezes maior do que qualquer um da Terra atual, atacava qualquer coisa ao comando de Valneri. De vez em quando, o bico e os pés do ganso apareciam pintados de cor diferente, adornado com ouro ou outro material decorativo como esmeraldas em pó. Eu sempre ficava curioso para ver como estaria o ganso da próxima vez que o visse …

Certa tarde, eu estava andando no terreno da vila com Sou‑Dalf e Rubdus, o pajem Simm, quando demos com Valneri e seu ganso de estimação. O simm disse‑me para esperar enquanto Sou‑Dalf tinha uma conversa particular com a irmã. De repente, Sou‑Dalf, Valneri e o ganso vieram correndo até mim, empurrando‑me para cima das costas do simm que estava de quatro atrás de mim. Depois que recobrei o fôlego, dei com o grande ganso pousado no meu peito olhando‑me ameaçadoramente nos olhos e Sou‑Dalf, Valneri e Rubdus riam histericamente.

Eu fora vítima de uma armadilha maldequiana há muito planejada. A falta de comunicação de Sou‑Dalf comigo fora parte de uma brincadeira cuidadosamente planejada. Descobri que ele decidira por um fim na brincadeira porque não queria explicar seu comportamento silencioso para comigo aos avós maternos e paternos e um tio, que estavam vindo para a vila naquela noite. Depois de ser mostrado aos parentes visitantes de Sou‑Dalf fui dispensado. Passei oresto da noite conversando com Rubdus e os demais simms. Mandaram os criados provenientes de nosso povoado passar a noite em casa, sendo os maldequianos servidos por criados especiais trazidos pelos visitantes.

piramides-ufo

Ocasionalmente, um jovem maldequiano uniformizado dava uma olhada para ver se estávamos cuidando de nossa própria vida. Foi a primeira vez que falei com um simm. Havia uma barreira de idiomas, pois apenas um grupo seleto de simms tinha permissão de aprender e falar a língua da Terra. Tive sorte de Rubdus ser um desses poucos. Os simms não eram telepáticos. Nós, da Terra, naquele tempo conseguíamos nos comunicar telepaticamente, mas nos faltava a conhecimento de como fazê‑lo da forma correta. Era uma prática estenuante, assim, muito poucos a tentavam, exceto numa emergência.

Rubdus tinha cerca de 38 anos terrestres. Contou‑me que estava a serviço de Cro‑Swain e Debettine há quase três anos. Aprendera seu ofício durante sua permanência em Maldek, dois anos antes. Antes, vivera em seu mundo natal chamado Simm. Tudo o que pôde contar‑me foi que Simm era um planeta localizado num sistema solar remoto e orbitava um sol/estrela chamado Druma.

Contou-­me que o quarto planeta (GRACYEA) daquele sistema era habitado por um povo que chamava a si mesmo de gracianos. Os gracianos tinham espaçonaves e haviam apresentado os maldequianos a seu povo. Os maldequianos gostavam do senso de lealdade dos simms e os empregaram como criados e funcionários subalternos. Os simms não eram um povo primitivo, e sim moravam em grandes cidades e já usavam a eletricidade quando foram visitados pela primeira vez pelos gracianos. Apenas certas áreas da Terra, inclusive nosso povoado de Tigrillet, dispunham de força elétrica.

Perguntei a Rubdus sobre as condições em Maldek. Ele sussurrou em meu ouvido: “É um ótimo lugar para se viver desde que se seja maldequiano.”  Pôs o dedo nos lábios e tremeu um pouco. Sei agora que se arrependeu de dizer‑me aquilo, temendo as conseqüências. Rubdus disse que ele tinha um contrato de trabalho de dez anos com os maldequianos, ainda faltavam cinco anos para poder ser devolvido à sua família em Simm. Ele disse que não fora selecionado por Cro‑Swain, e sim cedido para servir a família pelo supremo governante de Maldek, Mic‑Corru. Maldek era, na verdade, governado por Mic‑Corru, três príncipes sem parentesco (Tra‑Vain, Hol‑Canter e Serc‑Rhis) e Mishaymu, uma prin­cesa com sangue de Mic‑Corru. Seu marido era uma pessoa muito poderosa tanto em seu mundo natal, como em outros.[ Nota: ouvi o nome do marido de Mishaymu muitas vezes em comunicações passadas, mas por alguma razão, um bloqueio mental me impede de recebê‑lo telepaticamente agora ou lembrá‑lo de memória. ‑ W.B.]

Nos meses que se seguiram àquela visita noturna dos avós de Sou‑Dalf, um grande edifício de estilo maldequiano foi erguido nos fundos da vila. Tratava‑se de um quartel luxuoso que posteriormente foi ocupado por 24 krates (SOLDADOS DE ELITE) maldequianos. Seu comandante, Sake‑Kover, morava na vila. Os krates eram novos na Terra e passavam a maior parte do tempo sendo secretamente instruídos sobre sabe‑se lá o que, na absoluta privacidade de seus aposentos. Eles também foram ensinados a montar cavalos. Quando Sou‑Dalf e eu por acaso encon­trávamos um krate, ele saudava Sou‑Dalf, mas me lançava um olhar que poderia congelar água.

Sou‑Dalf e eu conversávamos sobre muitas coisas. Seu assunto predileto eram as mulheres da Terra e quaisquer experiências que eu pudesse ter tido com elas. Não falava das mulheres maldequianas de modo algum. Sem ter qualquer experiência sexual naquela época, eu inventava histórias para agradá‑lo. Ele sabia que eu estava mentindo, mas não se importava. Sou‑Dalf se recusava a discutir o que quer que tivesse natureza espiritual ou religiosa.

Falou‑me dos povos de outros mundos que sua família conhecera ao viajar a bordo de uma espaçonave graciana. Quando descrevia o que sabia sobre os povos desses outros mundos, falava deles em termos depreciativos. Referia‑se com insultos ao modo de vida deles. Divertia‑se com seus próprios diálogos e queria que eu risse com ele sempre que descrevia uma prática de outro mundo que ele achava estúpida. Com o conhecimento que tinha na época, achei que ele devia estar certo, e ria. Quando perguntei por que esses povos não eram ensinados de maneira diferente nos costumes dos maldequianos, ficou muito sério.

Disse‑me que eles não foram criados para serem mais do que eram. Algum dia, eles preencheriam seu lugar de direito no universo servindo o povo de MALDEK e, talvez, várias outras raças dominantes que go­vernariam o universo com eles. Deu a entender que consi­derava a nós, da Terra, uma das assim chamadas raças do­minantes. Sei agora que ele estava mentindo.

UFO ovni

Carros aéreos transportando dignitários maldequianos vinham e iam da vila diariamente. Dois novos carros aéreos foram entregues para uso dos krates. Nunca vi os krates usarem essas naves. Elas permaneciam estacionadas ao lado do quartel, sendo continuamente lavadas e polidas pelos simms. Muitas vezes vi Valneri acompanhada por um jovem oficial krate chamado Mills‑Bant. Eu era muito ciumento. Tanto Valneri como Sou‑Dalf sabiam disso. Tiravam um prazer perverso de minha dor emocional e também da dos outros.

Por meio de rumores (por intermédio de Rubdus), descobri que os krates estavam presentes devido a uma situação surgida em função de algumas espaçonaves estranhas que haviam sido localizadas nas proximidades da Terra. Havia mais de dez desses veículos pintados com listras horizontais vermelhas, brancas e pretas. Eram maiores e mais rápidas do que as 20 naves gracianas usadas pelos maldequianos. Além disso, sabia‑se que os UFOs (não consegui resistir) eram operados por pessoas telepáticas e que também tinham a capacidade de ésper (ver mentalmente coisas a uma grande distância). Os maldequianos estavam apreensivos porque esses recém-­chegados até então haviam ignorado Maldek, parecendo mais interessados em entrar em contato com o povo de Wayda (Vênus), Marte, e os planetóides dos quatro sistemas radiares [ Júpiter/Radiar Relt, Saturno/Radiar Sumer, Netuno/Radiar Trake e Urano].

Pensei imediatamente que se esses viajantes espaciais tinham as habilidades descritas por Rubdus, deviam ser uma das raças dominantes que, segundo Sou‑Dalf, deviam se unir aos maldequianos (e a nós da Terra) para governar a vasta população de retardados e imbecis do universo. O fato de os maldequianos acharem melhor desconfiar dos novos visitantes, preparando‑se para uma possível guerra me fez pensar bastante. Os maldequianos, tanto em Maldek como na Terra, tornaram‑se ainda mais paranóicos quando foram localizadas espaçonaves ainda maiores no sistema solar. Essas naves eram pintadas de preto e não tinham marcas.

Nossa tropa de krates se revezava a cada duas semanas, exceto Sake‑Kover, o comandante, e o pretendente de Val­neri, Mills‑Bant. Os krates eram levados a algum outro local onde podiam relaxar e desfrutar a companhia feminina. A viagem proposta a Maldek (parte de meu bônus) foi adiada indefinidamente. As escolas do povoado estavam fechadas e a maioria dos jovens eram recrutados para uma milícia que foi comandada por pouquíssimo tempo por meu pai. Posteriormente, a milícia foi assumida por um krate do posto mais baixo. (Descobri depois que o tempo de um oficial maldequiano não devia ser desperdiçado no treinamento desses tolos.)

Certo dia, um carro aéreo aterrissou no gramado frontal da vila. Em sua fuselagem havia a figura de uma serpente (símbolo de Quetzalcoatlcoberta de plumagem de cores brilhantes. Rubdus e sua gente correram para a nave antes que vários krates, que corriam atrás deles, conseguissem impedí‑los. Quando os ocupantes do carro saíram, pode‑se ver que eram homens altos vestidos com penas e jóias. Esses três homens eram gracianos. Um deles levou Rubdus para o carro aéreo e os outros dois ficaram do lado de fora, fitando os krates. Os krates fizeram uma saudação e recuaram.

Depois de cerca de 15 minutos, emergiu do carro um choroso Rubdus, acompanhado pelo graciano. Quando se reuniu ao grupo de simms seus companheiros, teve de passar pelos krates. Um deles bateu na cabeça de Rubdus com um bastão, derrubando‑o no chão. Um graciano veio em seu socorro, colocando‑se entre o simm caído e os krates maldequianos. Os krates ficaram imóveis por um momento e então foram embora.

Descobri depois que Rubdus pedira em prantos aos gracianos que falassem com os maldequianos em nome de sua gente e dele, pedindo sua liberação do contrato de trabalho. Se naquele tempo eu soubesse o que sei agora, esse pedido feito a um graciano naquela época teria com certeza sido negado. Sua filosofia era: “trato é trato.” Os gracianos, ficaram na vila por cerca de uma semana, durante a qual tiveram permissão de se encontrar com Rubdus e seu povo. Seja o que for que disseram aos simms, os sorrisos voltaram a seus rostos e os simms assobiavam enquanto trabalhavam e não havia maldequianos por perto. O real propósito da viagem dos gracianos foi para discutir um projeto de construção que coordenariam para os maldequianos.

UMA VISITA A MIR (EGITO)

Quando chegou a hora dos gracianos irem embora, Sou‑Dalf me disse que iríamos com eles. Era a primeira vez que voava num carro aéreo. Nossa primeira parada foi na terra de Mir (Egito). A viagem de Tigrillet à terra de Mir demorou cerca de duas horas e meia. Lá, nos encontramos com vários outros gracianos e maldequianos. Estavam morando em tendas às margens do rio atualmente chamado Nilo. Com “tendas” quero dizer edificações temporárias de material à prova d’água que apresentavam todos os equipamentos concebíveis para o conforto humano. Havia uma grande tenda que abrigava um grupo de lindas mulheres, muitas das quais vinham de outros mundos, sendo de raças que eu nunca vira. Essas mulheres estavam ali exclusivamente para agradar aos maldequianos. Os gracianos recebiam os cuidados de mulheres de sua própria espécie que eram, definitivamente, suas companheiras escolhidas para toda a vida.

Passamos a noite lá e fomos acordados por um simm que nos disse estar acontecendo algo de que devíamos estar cientes. Sou‑Dalf e eu, enrolados em cobertores, saímos de nossa tenda e nos juntamos à multidão que olhava para o céu. Refletindo a luz de um sol que acabara de nascer, uma espaçonave circular negra pairava acima de nossas cabeças.

Acima: A estrela/Sol POLARIS, popularmente conhecida como Estrela Polar, é a estrela mais brilhante da constelação chamada Ursa Menor. Esta estrela é o SOL SOST, onde esta situado o PLANETA NODIA. A estrela POLARIS/SOST é uma das estrelas pertencentes a constelação da Ursa Menor que no correr dos séculos vem sendo usada na Terra para nortear os navegantes, desde os tempos das descobertas de Colombo e Cabral, pois é uma estrela fixa, a que determina o NORTE (o movimento desta constelação em conjunto com a Ursa Maior e tendo Polaris como centro determina OS QUATRO BRAÇOS DA SUÁSTICA, símbolo sagrado na ÍNDIA...mais não pode ser dito) A estrela apontada como Polaris-A é o SOL SOST, que é orbitado pelo planeta NODIA e Polaris-Ab seria o radiar AMPT, onde orbita o planetóide VITRON, cerca de 84 vezes MAIOR do que a Terra… Vistos da Terra a proximidade de ambos (SOST e o Radiar AMPT) faz com que os nossos astrônomos pensem que sejam um sistema de sóis duplo. Créditos da foto: NASA, ESA, HUBBLE Space Telescope-N.Evans e H.Bond.

UMA BREVE ATERRISSAGEM NODIANA

Um graciano saiu da multidão e andou em direção ao veículo que, àquela altura,aterrissara no topo da planície (hoje planície de Gizé) na qual as pirâmides seriam posteriormente construídas. Ele primeiro colocou as duas mãos na cabeça e a seguir as cruzou sobre o coração em saudação. Depois de um minuto, continuou a andar na direção da nave aterrissada. Abriu‑se uma porta em sua fuselagem e dois homens de pele marrom com cabelos brancos como a neve saíram. Um dos homens começou a avançar para encontrar o emissário graciano. Eles se falaram (telepaticamente) por cerca de cinco minutos, então apertaram as mãos e se separaram. O homem de cabelos brancos voltou ao seu veículo, que instantaneamente voou para o oeste, perdendo‑se de nossa vista em segundos. O graciano retornou àqueles de nós que esperavam para saber o que fora dito nesse encontro.

O graciano sorriu e nos disse que o estranho lhe dissera que eram comerciantes de um mundo chamado Nodia, localizado num distante sistema solar/estelar por eles chamado sistema SOST  (estrela/sol dupla hoje chamada de POLARIS, situada na Constelação da Ursa Menor). O estranho lhe dissera que outros de sua espécie já tinham feito contato com o governante maldequiano geral da Terra, Her‑Rood, em seu quartel general principal (situado então no que é atualmente chamado como  de sul da Venezuela).

O homem de cabelos brancos dissera que ele e sua tripulação foram atraídos à nossa aglomeração ao avistarem nossas excelentes construções e pensaram em parar para dizer olá a todos ali. Depois que o graciano disse ao estranho que tal encontro não seria oportuno naquela hora, pois eles estavam para começar o trabalho num projeto de construção, o estranho disse que entendia e não nos incomodaria mais.

Naquela noite, Sou‑Dalf não dormiu na tenda que nos fora designada. Não o vi até o meio‑dia do outro dia. Disse‑me que passara a noite com várias mulheres de outros mundos estando, portanto, louco para se tornar especialista em tudo o que se refere a sexo. Foi a primeira vez que o vi expressar verdadeiros sentimentos humanos. Ele estava feliz e eu frustrado. Ele sabia disso, o que o fez mais feliz ainda. Queria que ele descrevesse suas experiências com as mulheres, mas ele não queria. Durante nossa permanência de dez dias em Mir, ele nunca mais visitou as mulheres. Ele queria, mas foi verbalmente impedido por uma maldequiana idosa que parecia tomar conta das mulheres e de suas atividades. Para afastar a tentação, de modo que os homens dessem toda sua atenção ao projeto à frente, as mulheres saíram da área no oitavo dia de nossa estada em Mir.

Gastamos os dois dias restantes perambulando pela área, tanto na planície como abaixo dela. Os gracianos faziam cálculos e registravam suas observações eletronicamente em aparelhos semelhantes a gravadores. Os gracianos se separavam dos maldequianos pela manhã e à noite para fazer suas preces. Tarde da noite, eles se sentavam fora de suas tendas e conversavam números, fumando seus charutos. Não se importavam com quem aparecesse por ali e ficasse escutando. Fiz isso uma vez, então fui embora porque não conseguia entender o que estavam falando. Havia alguns simms e um grupo de pequenos sujeitos negros que pareciam acompanhar sua conversa e até mesmo participar dela. Tentei fumar naquela noite, mas não consegui. O graciano que me dera o charuto o pegou e o apagou sob o pé. Rindo‑se, deu‑me outro e disse para experimentar mais tarde. Guardei‑o no bolso de minha camisa.

Mais tarde, caminhei sozinho para o sul ao longo das margens do hoje Rio Nilo em direção ao brilho distante de várias fogueiras. O som de meus passos fez com que hipopótamos e crocodilos assustados se refugiassem nas águas do rio. Não consegui enxergar esses animais, mas ouvi o barulho que fizeram na água ao tentarem escapar de mim. À medida que andava, pus o charuto na boca, mas como não tive como acendê‑lo, joguei‑o no rio.

VISITA A UMA TRIBO DA TERRA

Depois de andar uma hora, dei com uma tribo de gente da Terra assando peixe em fogueiras ao ar livre. Falavam um dialeto ligeiramente diferente do meu, mas consegui entendê‑los razoavelmente bem. Estavam curiosos pelo que estava acontecendo rio abaixo e por quem éramos. Disse a eles que alguns de nós estavam lá para construir algo, mas eu não sabia o que, nem sabia que função teria quando concluído. Lamentaram minha ignorância e me perguntaram por que eu estava lá. Contei‑lhes do meu emprego de acompanhante de Sou‑Dalf e, por alguma razão desconhecida, contei a vários jovens suas recentes atividades sexuais. Ao ouvir isso, um dos homens me perguntou se eu já estivera com uma mulher. Confessei que não.

Estava para ir embora quando um homem mais velho veio sentar‑se a meu lado. Disse‑me que recentemente recebera uma garota virgem órfã em sua casa. Disse que podia dizer pelas minhas roupas e maneiras que eu era rico e de alta posição. Disse‑me que me daria essa garota para ser minha criada se eu prometesse cuidar dela e tratá‑la bem.

Depois de considerar o que Sou‑Dalf e seus pais poderiam dizer sobre eu ter uma criada, agradeci ao homem a oferta, mas recusei. Ele me disse para esperar e pensar mais no assunto depois de ver a garota. Garantiu‑me que ela era muito bonita e digna de ser a consorte de um príncipe. Acrescentou que um profeta (astrólogo) lhe dissera que a garota deveria ser mantida virgem até que um estranho de um lugar distante viesse e a levasse embora com ele. Ele confessou que tentar mantê‑la virgem estava cada vez mais difícil, pois sua beleza atraia muito o interesse dos jovens. Como nunca encontrara nenhum homem de outra terra, estava convencido de que esse homem da profecia devia ser eu. Acrescentou que se eu levasse a garota, ambos certamente cairíamos nas graças do elohim (palavra plural de EL que significa a divindade criadora no singular).

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ALFORA

O nome da garota era Alfora, e era uma beleza de 14 anos. Tinha medo de mim, mas conseguimos entabular uma conversa enquanto voltávamos a meu acampamento. Fiquei sentado às margens do rio até o alvorecer enquanto ela dormia, usando seus pertences embrulhados como travesseiro. Passei a noite tentando pensar no que diria a Sou‑Dalf. Ele estava sentado na frente de uma tenda quando fui ter com ele, Alfora atrás de mim. Primeiro pareceu severo e então começou a sorrir, dizendo: “Vejo que arranjou um bichinho. Leve‑a a Mestvuker, o médico graciano, para ser vacinada. Não vamos retornar a Tigrillet; vamos partir daqui direto para Maldek em algumas horas.”

Durante aquelas poucas horas, evitei Sou‑Dalf o quanto pude, mas ele me encontrou. Disse‑me: “Não se preocupe, Jaffer. Não vou lhe causar problemas, nem ao seu bichinho camponês. Apenas a ensine a se comportar na presença dos meus pais e ela quase nem será notada.” Concordei em ensinar Alfora a ser obediente e educada com todos os seus superiores maldequianos. Dez minutos depois de nossa conversa, uma espaçonave graciana prateada de forma triangular aterrissou na planície. Uma hora depois, com Sou‑Dalf, eu e uma Alfora muito assustada e confusa a bordo, a espaçonave graciana se ergueu para os céus e foi em direção a sua próxima parada, o planeta MALDEK.

A Viagem ao planeta MALDEK(2)

O interior da nave graciana não tinha materiais metálicos nem fabricados pelo homem, era, sim, decorada por diferentes tipos de madeira natural.  Muitos dos instrumentos usados na operação da nave eram embutidos em gabinetes entalhados com imagens de animais e gente em detalhes primorosos. Os assoalhos acarpetados apresentavam padrões tridimensionais que faziam com que sentíssemos às vezes que, ao dar mais um passo, tropeçaríamos num vazio interminável. Depois de certo tempo, a mente se acostumava com essas ilusões, proporcionando‑nos uma sensação emocionante de arrojo ao desafiar essa autêntica “realidade virtal.”

Alfora e eu recebemos um pequeno quarto de dormir particular com banheiro. Tínhamos permissão de ir sozinhos praticamente para onde bem quiséssemos na espaçonave. Os gracianos às vezes preferiam que entrássemos em algumas áreas da nave apenas se estivéssemos acompanhados por alguém da tripulação. Descobrimos que havia mais de 70 pessoas a bordo da espaçonave, mas apenas um pequeno número desses passageiros tinha Maldek como destino final. Os maldequianos que estavam a bordo se isolavam, e raras vezes vi Sou‑Dalf durante a viagem.

Fazíamos nossas refeições com vários gracianos e inúmeras pessoas pequenas de pele negra que sorriam um bocado, mas cujo idioma eu não conseguia entender. A comida era servida em bufê. Os gracianos eram muito amistosos e nos fizeram sentir bem‑vindos. Tentei fumar seus charutos, mas nunca consegui me acostumar a eles. Até as mulheres gracianas davam baforadas nessas coisas, usando piteiras para charuto decoradas com jóias de vários comprimentos. Tive permissão de visitar a área de controle do veículo, a partir da qual três jovens gracianos operavam a nave. Um deles parecia não ter mais de dez anos terrestres. Os demais pareciam estar na adolescência. Meu acompanhante graciano mais velho me disse que a nave não aterrissaria em Maldek, e sim que viajaria para sua base de origem no planeta GRACYEA depois que nosso grupo desembarcasse.

Nas primeiras horas de nosso vôo, uma graciana tomou Alfora sob sua proteção e  desapareceu por bastante tempo com ela. Quando vi Alfora novamente, ela fora banhada e vestia um belo traje emplumado de estilo graciano. Sou‑Dalf olhou para Alfora de uma forma que me fez ficar com muita raiva. A senhora graciana me disse que a maneira de proteger Alfora de Sou‑Dalf era eu me casar com ela por meio de uma cerimônia graciana, pois naquela época os maldequianos respeitavam os costumes gracianos. Segui seu conselho e me casei com Alfora em menos de uma hora. Ficamos juntos pelo resto de nossas vidas. Ela foi minha única mulher, como é atualmente nessa vida atual. Enquanto conto minha história desses primeiros tempos, ela está sentada perto de mim, ocasionalmente me lembrando para não esquecer de lhe contar isto ou aquilo sobre nossa primeira vida juntos.

TRÊS ANOS EM MALDEK

Como me informaram anteriormente, a espaçonave graciana não aterrissou em Maldek. O grupo de Sou‑Dalf, que incluía Alfora e a mim, foi transportado por um ônibus espacial da órbita estacionária do planeta maldequiano para a atmosfera do planeta, a seguir para um complexo de edifícios e palácios magníficos. Aterrissamos numa grande plataforma de pedra localizada na frente de um dos mais belos edifícios que eu já vira. Tinha colunas de alabastro com mais de 240 metros de altura. Partes do edifício pareciam suspensas no ar. O aroma do lugar era maravilhoso, embora indescritível. Árvores e jardins floridos circundavam o lugar. (Seriam necessárias muitas páginas para descrever o lindo planeta de Maldek e sua magnífica natureza e arquitetura.)

O planeta e suas construções eram deslumbrantes para qualquer pessoa de outro mundo, mas os maldequianos tratavam essas maravilhas de uma forma indiferente e insensível. Todas as edificações haviam sido construídas no passado remoto de acordo com algum plano mestre. Nunca vi nada ser construído; era como se tudo o que quisessem ou viessem a querer já estivesse lá, construído por seus laboriosos ancestrais. Ao aterrissarmos fomos conduzidos ao palácio. Os assoalhos do primeiro salão nobre em que entramos parecia um profundo oceano verde‑amarelado claro com tetos da cor do céu de mais de 240 metros de altura. Era silencioso e vazio. Andamos até chegar a uma esteira rolante na qual subimos. A esteira rolante tinha cerca de 5,5 metros de largura e nos deslocou silenciosamente por panoramas esculpidos coloridos com tintas que continham pedras preciosas em pó fundidas a altas temperaturas nas esculturas.

Nossa excursão durou cerca de dez minutos e fomos recepcionados por um soldade de elite krate aparentemente desarmado vestindo túnica branca e sandálias de ouro. Ao redor de cada um dos braços, ele trazia enroladas peças na forma de serpentes douradas. As cabeças dessas cobras se ligavam aos dedos indicadores. Descobri depois que essas serpentes eram, na verdade, armas da guarda do palácio. Podiam ser ativadas com a contração de um dedo, injetando um veneno de ação rápida no corpo de uma pessoa de outro mundo, matando‑a instantaneamente. O veneno não tinha efeito sobre os maldequianos.

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Fomos escoltados pelo krate ao longo de outro corredor grandioso até uma sala repleta de diferentes tipos de pessoas de outros mundos e de vários maldequianos com ar muito preocupado. Embora a sala estivesse lotada, estava muito silenciosa; todos falavam sussurrando. Havia música suave vindo de uma fonte desconhecida. Disseram a Alfora e a mim para esperar nessa sala e Sou‑Dalf foi para outro lugar com o soldade krate. Descobrimos que as pessoas que esperavam nessa sala estavam ali ou porque houvessem sido convocadas ou porque tinham uma razão pessoal para entrar em contato com o órgão governante maldequiano. Os maldequianos de aspecto preocupado eram alguns dos que haviam sido convocados. Simms andavam pela sala carregando bandejas de bebidas refrescantes de frutas.

Depois de esperar cerca de quatro horas, uma simm elegantemente vestida se aproximou de nós chamando‑me pelo nome e me pediu para ir com ela. Alfora e eu a seguimos até um elevador que nos levou para cima a uma daquelas partes do palácio que pareciam suspensas no ar. Nessa plataforma aberta, havia um pequeno carro aéreo com um simm no controle. A simm, chamada Orbeleen, entrou no carro conosco. Logo nos aproximamos de um complexo de edifícios que se estendia por quilômetros. Os edifícios tinham vários andares e sua arquitetura poderia somente ter sido copiada da memória de alguém que já visitara um lugar construído pelos deuses (elohim). Não consegui compreender como esses lugares poderiam ter sido construídos ou projetados por seres humanos. Então entendi porque um Orna maldequiano dizia a um Toibe esperar que ele visitasse Maldek logo.

Durante várias vidas desde então, visitei outros mundos, até o planeta Nodia, cujo povo posteriormente se tornou o mais implacável adversário dos maldequianos e que já tinham ultrapassado os maldequianos em todas as formas de tecnologia na época de minha primeira vida. Os dois mundos não poderiam ser mais diferentes. As construções nodianas eram grandiosas, mas até hoje são continuamente modificadas, pois os nodianos estão sempre alertas a melhoramentos. Os primeiros nodianos eram uma gente arrogante, mas sua cultura se abrandou com o passar dos anos. Eles possuem senso de humor, mas podem ficar instantaneamente sérios. Atualmente, os nodianos e alguns maldequianos “reformados”(que se voltaram para seguir a Luz abandonando as Trevas) se dão bem uns com os outros.

Depois de descermos numa plataforma de aterrissagem rodeada por lindas árvores e plantas em flor, fomos levados a uma casa cujo telhado pontiagudo ficava ao nível do chão e era constantemente banhado por duas cachoeiras iguais. Entramos na casa por uma porta tipo alçapão de cristal vermelho localizada no telhado entre as cachoeiras, a seguir descemos um lance de escada. Era uma casa de diferentes níveis, contendo oito dormitórios espaçosos. O maior dos quartos dava para um despenhadeiro com uma queda de cerca de 180 metros. A única saída dessa mansão era por onde entráramos. Fiquei muitas horas sentado diante de uma janela na grande sala de estar, olhando as belas construções e panorama de Maldek abaixo. Enquanto estava sentado lá contemplei meu futuro e o de Alfora. Fiquei imaginando o que minha família acharia de minha mulher, que nunca haviam visto.

Orbeleen apresentou‑nos à nossa equipe de três criados simms, duas jovens e um homem bem mais velho. Levou algum tempo para Alfora entender o que um criado realmente era. Foi uma revelação para uma menina que, há menos de duas semanas, vivia num casebre às margens de um rio a cozinhar peixe numa fogueira. Os armários estavam repletos de todos os tipos de roupas guardadas em envoltórios transparentes. Algumas eram chamadas de roupas formais por Orbeleen, que disse que nos avisaria quando nos vestir com esses trajes. Antes de nos deixar naquele dia, disse‑nos que qualquer pedido que tivéssemos deveria ser transmitido a ela por intermédio do velho simm, Tarnbero.

As outras casas e apartamentos dessa área especial estavam ocupados exclusivamente por pessoas de outros mundos. Gradualmente, conhecemos muitos dos habitantes do complexo. Nós os visitávamos em suas residencias e descobrimos que também eram servidos por simms que respondiam dire­tamente a Orbeleen. O local em que residiam, como o nosso, tinha apenas uma saída e entrada comuns.

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Interior de uma Nave Mãe da Federação Galáctica, que orbita a Terra em nível de consciência superior ao da terceira dimensão. Desenho pelo artista que a visitou sem seu corpo físico…

Durante os três anos terrestres que passamos em Maldek, nunca saímos do complexo residencial. Nossa vida social girava em torno de reuniões com grupos de outros mundos nas quais partilhávamos informações sobre nossas culturas de origem. Ficamos sabendo da existência de rádio, televisão, fotografia, procedimentos médicos avançados e práticas religiosas diferentes. Eu ficava pensando porque os maldequianos não tinham, ou não utilizavam, o conhecimento desses sábios de outros mundos. De fato, nenhum maldequiano jamais compareceu a qualquer um desses encontros. Para nós, era como se não existissem maldequianos vivendo em Maldek.

Minha interação com os vários tipos de pessoas de outros mundos no complexo proporcionou‑me uma cultura em línguas que eu não poderia ter adquirido em outra parte. A necessidade de saber sobre o que nós, dos diferentes mundos, falávamos tornava necessário aprender rapidamente a linguagem uns dos outros. Minhas habilidades adquiridas em línguas acabaram por ser utilizadas na fase seguinte de minha vida, que se iniciou quando voltei à Terra.  Durante nossa permanência em Maldek, vi apenas três maldequianos. Escoltavam pelo complexo o novo embaixador nodiano designado para Maldek e a Terra ‑ Opatel Cre’ator. Naquele dia, ele estava acompanhado por seis homens de sua raça vestidos de uniformes pretos e por seu criado gigante, Corbalslate. O maldequiano conhecido apenas pelo nome simples de Sant foi designado seu intérprete.

Descobri que naquele dia estavam mostrando as acomodações a Opatel e sua equipe. Descobri também que ele recusara o mais opulento palácio do complexo destinado a pessoas de outros mundos. Recusou também vários outros palácios grandiosos fora do complexo. (Sei agora que ele não era o tipo de homem que gostava de entrar e sair por apenas uma única porta.) Providenciaram para ele uma clareira na montanha próxima ao complexo. Na montanha, ele estacionou uma grande espaçonave circular negra. Em sua fuselagem havia a insígnia da Casa de Comércio de Cre’ator, um triângulo prateado com um duplo lado esquerdo. Opatel e seus nodianos se abrigaram dentro da nave, a partir da qual também conduziam seus assuntos diplomáticos. Quando as obrigações diplomáticas de Opatel o levavam para a Terra, lá se ia ele com espaçonave, armas e bagagens, por assim dizer.

No período em que permaneci em Maldek, vi duas vezes a nave de Opatel partir e voltar à sua base na montanha próxima. Nunca pus os olhos em Opatel outra vez enquanto permaneci em Maldek. Cerca de três anos e meio depois, vi‑o novamente duas vezes, uma vez em suas funções oficiais na colocação do cume de cristal astrastone na Grande Pirâmide de Mir/Egito e outra vez quando conversamos em particular certa noite às margens do Nilo.

No período em que permaneci em Maldek, desfrutamos encontros, conversas e o compartilhamento de conhecimentos com várias pessoas de outros mundos no complexo. Cheguei mesmo a gostar e a admirar os cryberantes, grupo de pessoas que, a princípio, era muito reservado, tentando impressionar todos com o fato de saberem as respostas aos maiores segredos do universo. Por alguma razão que ainda tenho de descobrir, os maldequianos tinham um pouco mais de respeito pelos cryberantes (que eram ótimos telepatas) do que por qualquer outra raça do universo.

Os cryberiantes eram de um planeta que orbitava um sistema solar/estelar localizado na Constelação de Lira cuja principal estrela/sol é VEGA. Com o passar do tempo, um número considerável de cryberantes foram levados à Terra e empregados pelos maldequianos para esculpir a estátua atualmente chamada como a Esfinge, na planície de Gizé, em MIR/Egito, sob a qual havia várias câmaras secretas (as últimas descobertas recentemente em 2009). Sei agora que quando as câmaras foram concluídas, os cryberantes que as construíram foram mortos para impedir que revelassem as localizações das câmaras e suas vias de acesso. Havia outras câmaras não-ocultas sob a Esfinge, e foi em algumas delas que Ruke de Parn e sua família se esconderam quando os krates massacraram todos os envolvidos na construção das pirâmides. (Como sabem, os krates culparam os construtores das pirâmides pela destruição de seu planeta natal, Maldek.)

Alfora passava grande parte de seu tempo cuidando do jardim, e suas flores eram abundantes e belíssimas. Durante nossa permanência em Maldek, Alfora ficou grávida. Descobri depois que sua condição apressou nossa partida do planeta, pois os maldequianos não desejavam o nascimento de nenhum filho de pessoas de outros mundos em seu mundo natal, se pudessem evitá‑lo. Na verdade, durante minha primeira vida, nunca vi uma criança maldequiana com menos de cerca de 12 anos.

O planeta Maldek tinha quatro estações como a Terra, mas cada estação era mais longa pelo fato de Maldek descrever órbita (que se localizava entre às órbitas de Marte e Júpiter, onde hoje vemos os fragmentos da explosão de Maldek, o Cinturão de Asteroides) maior ao redor do Sol. Mesmo assim, as atividades de jardinagem de Alfora se estendiam pelo ano todo, pois o clima do complexo era controlado. Durante o inverno, toda a área do complexo era coberta por um campo de força de projeto graciano. Eu gostava dos invernos maldequianos, pois eram uma experiência visual muito bonita. Quando a neve branca que caia entrava em contato com o campo de força, tornava‑se num azul luminoso, e então verde. Os fios verdes d’água desciam pela superfície externa do campo em forma de domo, aquecendo‑se no percurso. Depois de atingir certa temperatura perto da parte inferior do campo, a água se evaporava formando um jorro de luz amarela e vermelha.

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A Esfinge, na Planície de Gizé, no Egito

Fomos avisados com dois dias de antecedência por Orbeleen que sairíamos de Maldek para a Terra. Chegamos a nosso ponto de partida à noite e encontramos esperando uma grande espaçonave triângular que não era um veículo graciano, e sim de modelo maldequiano. Os operadores da nave e passageiros eram maldequianos, exceto por Alfora e eu. A bordo, encontramo‑nos novamente com Sou‑Dalf que não víamos há três anos. Ele agora vestia o uniforme dos oficiais krates. Sou‑Dalf deu pouca atenção a Alfora e a mim, sendo visto na maioria das vezes em companhia de outro oficial krate de posto igual ao seu, cujo nome era Serp‑Ponder. (Sou forçado a dizer que, se já houve um maldequiano que passei a admirar, foi Serp‑Ponder.

Se não fosse por ele, teria sido morto naquela primeira vida e meu corpo jogado na montanha de corpos dos cryberantes mortos para guardar os segredos da Esfinge.) Quando saímos de Maldek, a única coisa que levamos foi o que trouxéramos e cerca de cem pacotes de sementes de flores. Essas sementes se perderam durante o vôo e nunca mais foram encontradas.

DE VOLTA À TERRA

Nosso vôo de Maldek para a Terra foi bem sossegado. Alfora e eu nos afastamos dos outros e preparávamos a nossa própria comida em nossa área de convivência de um cômodo. Quando aterrissamos fomos deixa­dos a cerca de 4,8 quilômetros de meu povoado natal de Tigrillet sem nem mesmo um até logo. Ficamos no campo aberto com nossos per­tences enquanto a nave maldequiana se ergueu, saindo da nossa vista. Confuso, fiquei pensando se deveria ir para a casa dos meus pais ou para a vila dos maldequianos Cro‑Swain e Debettine. Decidi ir para a casa de minha família e apresentar minha mulher. Começamos a andar em direção do povoado quando o Sol descia no poente. À medida que andávamos, escutávamos os sons dos pássaros noturnos. Os sons das matas a nosso redor fizeram sentir‑nos bem por voltar uma vez mais à Terra.

Quando entramos no povoado, encontramo‑lo às escuras, embora a vila maldequiana na montanha estivesse feericamente iluminada, estando agora circundada por diversos outros edifícios de vários andares. Enquanto andávamos pelas ruas desertas, ouvimos alguém cantando e dedilhando um violão. A melodia era uma antiga canção folclórica da Terra, mas a letra fora mudada e traduzida para o idioma de Maldek. Chegando à porta da casa de minha família, encontrei uma bolsa de bolotas (fruto do carvalho) pendurada na aldrava da porta. Era sinal de que os donos da casa não estavam. Alfora e eu passamos a noite ali. Pelo número de velas queimadas, consegui deduzir que a força elétrica para o povoado estava desligada há bastante tempo.

Na manhã seguinte, andamos em direção à praça do povoado e encontramos as pessoas às voltas com seus afazeres como se tudo estivesse perfeitamente normal. A prefeitura estava vazia exceto por dois krates entretidos num jogo semelhante ao xadrez. Não dissemos nada a eles. Depois de nos informarmos um pouco, descobrimos que minha família agora morava com o irmão mais velho de meu pai, Kanius. A fazenda de tio Kanius ficava a cerca de 19 quilômetros do povoado. A medida que andávamos em direção à fazenda, passamos pela pequena usina de força. A estrada de acesso à usina estava guardada por dois jovens terráqueos sem uniforme que pareciam tão ignóbeis quanto os krates. Lançaram‑nos um olhar frio, mas conseguiram dar um sorrisinho quando eu disse olá em maldequiano.

Mais ou menos na metade de nossa viagem, passou por nós uma carruagem puxada por seis cavalos. Seu único passageiro era Deybal Ben‑Volar, que já fora chefe de polícia de nosso povoado (meu pai fora seu chefe suplente). Reconheceu‑me e pediu‑nos para ir com ele, pois estava a caminho de um encontro com meu pai e tio Ka­nius. Durante a viagem para a fazenda, fez‑me perguntas intermináveis sobre minha visita a Maldek. Ficou muito decepcionado ao saber que, durante nossa permanência, ficáramos isolados no complexo destinado às pessoas de outros mundos, pois eu pouco lhe podia contar sobre Maldek ou seu povo nativo. Senti que o amigo de meu pai queria dizer‑me algo, mas se conteve, pois ainda não tinha certeza se podia confiar em mim.

Alfora e eu fomos alegremente recebidos por minha família. Estavam nos esperando, pois naquela manhã uma arca com moedas de ouro fora entregue para mim ali por um simm. O dinheiro fora mandado por Cro‑Swain em pagamento por meus serviços de acompanhante de Sou‑Dalf. Tio Kanius estava espumando de raiva e me aconselhou a guardar um pouco do que ganhara para pagar o imposto que os maldequianos estavam cobrando sobre crianças recém‑nascidas. Apenas as crianças cujos pais pagassem tal imposto seriam ensinadas a ler e escrever e teriam permissão de freqüentar a escola. O imposto poderia ser pago a qualquer tempo da vida da criança (juntamente com os juros acumulados).

O PLANO MALDEQUIANO DE CONTROLE TOTAL DO SISTEMA SOLAR (n.t. E a origem dos problemas que ainda hoje enfrentamos em nosso planeta. Percebam a semelhança na forma de implantar um sistema de controle GLOBAL).

      Descobri que durante minha ausência as coisas haviam mudado drasticamente na Terra. Alegando que os nodianos representavam um grande perigo para a Terra e seu povo, os maldequianos declararam lei marcial em todo o planeta. Suspenderam as atividades do Governo do Conselho de Anciãos da Terra (não existiam países naquele tempo) e dizia‑se que os templos seriam fechados aos que não pudessem comprar um passe. Centenas de milhares de krates e mercenários de outros mundos tinham sido trazidos para a Terra. Os assim chamados novos impostos seriam usados para sustentar os “protetores”. Apenas as instalações maldequianas dispunham de energia elétrica.

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A rebelião do El de Maldek, Baal, Lúcifer, Bel, Marduk, é o começo da rebelião entre os deuses criadores que deu início a luta entre TREVAS e LUZ em nosso sistema solar. Isto começou a cerca de 251 milhões de anos …

Qualquer pessoa da Terra que entrasse em contato ou tratasse com alguém de outro mundo que não constasse da lista maldequiana de amigos seria imediatamente preso, e depois, publicamente executado. Uma das coisas que realmente enfureciam meu tio era que os maldequianos queriam que ele tocasse sua fazenda com trabalho escravo. Os escravos eram gente que havia violado alguma regra maldequiana ou que não tinha meios de pagar alguma multa ou imposto ridículo. Meu pai me disse que mais da metade das pessoas que ele conhecera desde menino eram agora escravas dos maldequianos. Dizia‑se também que quando a “ameaça nodiana” passasse, essa gente estaria livre para seguir com suas vidas como antes. Os maldequianos proclamavam que eram medidas de emergência implementadas apenas para fazer frente ao perigo incerto.

Sei agora que esses atos cruéis eram, na verdade, um programa de 315 anos maldequiano para controlar totalmente a Terra (e mais tarde os demais planetas do sistema solar) e escravizar os seus habitantes nativos. A presença de nodianos no sistema solar fez com que desistissem de seu plano original em favor de um controle gradual, acelerando‑o antes que os nodianos tivessem chance de descobrir e contar o segredo a nós ou a outros povos deste sistema solar, que os maldequianos planejavam derrotar no futuro. Uma semana depois de minha chegada à fazenda de meu tio, aterrissou um carro aéreo trazendo o simm Rubdus. Trouxe‑me uma mensagem de Cro‑Swain, que era agora o ditador militar maldequiano da região. A mensagem, escrita no alfabeto maldequiano (que ele sabia que eu podia entender agora) oferecia‑me um emprego de tradutor na terra de Mir (Egito). Eu seria muito bem pago por meus serviços e seria dispensado do pagamento de qualquer imposto sobre meu filho que estava para nascer. A oferta de Cro‑Swain foi um dos assuntos tratados na reunião mais tarde naquela noite.

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Continua…

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