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Donald Trump é eleito presidente dos EUA

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Donald Trump é eleito presidente dos EUA

DONALD TRUMP É O NOVO PRESIDENTE ELEITO PELOS NORTE AMERICANOS NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE ONTEM, DIA 08 DE NOVEMBRO. O CANDIDATO QUE SE IMPÔS AO PARTIDO REPUBLICANO SEQUER TEVE O APOIO UNÂNIME DO PRÓPRIO PARTIDO. SEM NUNCA TER OCUPADO UM CARGO PÚBLICO, O MILIONÁRIO NORTE AMERICANO SE ELEGE EM MEIO A UM CLIMA DE DESCRÉDITO DA MAIORIA DOS POLÍTICOS DO ESTABLISHMENT DOS EUA. O PARTIDO REPUBLICANO TAMBÉM ESTAVA VENCENDO AS ELEIÇÕES E OBTENDO A MAIORIA TANTO PARA O SENADO ASSIM COMO NA CÂMARA E OBTENDO A ELEIÇÃO DA MAIORIA DOS GOVERNADORES DOS ESTADOS ONDE HOUVE ELEIÇÕES. OS VENTOS DA MUDANÇA TAMBÉM ESTÃO SOPRANDO NOS EUA COM O FIM DO DOMÍNIO DO PARTIDO DEMOCRATA NO PAÍS E A ELEIÇÃO DE UM CANDIDATO NÃO CONVENCIONAL DO MEIO POLÍTICO, UM VERDADEIRO OUTSIDER (UM INTRUSO).

 

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O que deu errado para Hillary Clinton?

hillary-clintontw4O que deu errado para Hillary (representante da CORRUPTA ELITE do sistema político dos EUA) Clinton?

Esta eleição, sem dúvida a mais extraordinária da história americana, externou a revolta contra a classe política (completamente manipulada e corrompida) no poder no governo dos EUA. E poucas pessoas personificam a atual classe política norte americana mais que Hillary Clinton. Para milhões de indignados, ela se tornou a face da falência da política dos Estados Unidos.

Donald Trump conseguiu persuadir eleitores em suficientes Estados com a promessa de consertar o país. O bilionário se apresentou como o “não político” (um verdadeiro OUTSIDER, um INTRUSO) definitivo contra a política definitiva. Ele era o candidato de protesto. Ela representava o status quo.

Hillary constantemente afirmou ser a candidata mais qualificada. Citou constantemente seu currículo: sua experiência como primeira-dama, como senadora por Nova York e como secretária de Estado do governo Barack Obama.

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Mas nesta complexa eleição, que foi repleta de raiva e descontentamento, muitos dos que apoiaram Trump viram experiência e qualificações como aspectos muito negativos.

Assim, muitas das pessoas com quem falei durante a campanha – especialmente nas cidades do chamado “cinturão da ferrugem” (região que engloba áreas no nordeste e no centro dos Estados Unidos, frequentemente relacionadas ao declínio industrial) – queriam um empresário na Casa Branca, em vez de um (CORRUPTO) político de carreira.

O ódio deles em relação a Washington era palpável. E, da mesma forma, odiavam a candidata democrata. Lembro-me vividamente de uma mulher de meia idade no Tennessee que exalava o encanto sulista – e que não poderia ser mais educada. Mas quando o nome de Hillary Clinton surgiu na conversa, todo o seu comportamento mudou.

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Hillary havia muito tempo tinha um problema de confiança, por isso o escândalo dos e-mails tomou proporções tão grandes. Ela tinha um problema de autenticidade. Era vista como a sacerdotisa de uma elite da costa leste americana que desprezou TODA a classe trabalhadora.

As grandes riquezas acumuladas pelos Clinton desde a saída da Casa Branca também não ajudaram. Elas exacerbaram os problemas da candidata com os eleitores da classe trabalhadora, que acabou votando em um magnata do ramo imobiliário.

Em um país onde há mais eleitoras mulheres que homens, pensava-se que a questão de gênero desse a ela uma grande vantagem. Mas o que ficou claro nas primárias contra seu rival Bernie Sanders foi a dificuldade que Clinton encontrou para entusiasmar jovens eleitoras com o fato de que poderiam eleger a primeira presidente mulher dos Estados Unidos.

Muitas mulheres nunca a apoiaram. Algumas se lembraram de uma declaração da época em que era primeira-dama, interpretada como depreciativa, na qual ela afirmou não querer ficar em casa fazendo biscoitos.

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Muitas eleitoras concordaram com Trump quando ele a acusou de ataques contra mulheres que acusaram Bill Clinton de abuso. Sem dúvida, um certo sexismo fora de moda também teve alguma influência no resultado da eleição: muitos eleitores homens tinham dificuldade em aceitar uma presidente mulher.

E em um ano no qual tantos americanos queriam mudança, ela apareceu para oferecer mais do mesmo.

Sempre é difícil para um partido vencer três eleições presidenciais consecutivas – os democratas não conseguem isso desde os anos 1940. Mas o problema foi exacerbado pelo fato de que muitos eleitores estavam entediados com os Clinton e o establishment político.

Campanha

Hillary não tem o dom para campanhas. Seus discursos geralmente são monótonos e, de alguma forma, robóticos. Para muitos, os destaques de suas falas parecem ensaiados e pouco sinceros. E o ressurgimento do escândalo dos e-mails foi uma grande distração – e fez com que ela terminasse sua campanha com uma mensagem negativa.

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Hillary Clinton recentemente teve um colapso na TV. A mídia, naturalmente, repercutiu isso em vez de ter um painel de médicos especialistas para discutir sua saúde mental. Quando um manifestante aparece contra ela, Hillary congela. Na psicologia você aprende que a resposta a agressão pode ser a fuga, luta ou congelar. Uma situação estressante desencadeia uma luta, fuga ou congelamento como resposta. “Freeze” é o que queremos dizer quando alguém “para” com olhar hipnotizado como um cervo antes de receber o tiro. A “presa” congela quando pressente o perigo e não pode supera-lo e, portanto, não se arrisca fugindo, apenas congela. Ao congelar o cervo espera não ser visto pelo predador…

Ela lutou metodicamente para criar sua visão dos Estados Unidos – o slogan “Juntos somos fortes” não foi tão adequado quanto o de Trump, “Vamos fazer a América grande de novo”. Na verdade, a campanha de Hillary explorou dezenas de possíveis slogans, o que mostrou dificuldade de criar uma mensagem própria.

Também cometeu erros estratégicos. Um deles foi dedicar tempo e recursos em Estados nos quais ela não precisava ganhar, como a Carolina do Norte e Ohio, em vez de concentrar esforços na chamada “muralha azul”, os 18 Estados que votaram nos democratas nas últimas seis eleições.

Contando com a ajuda da classe trabalhadora branca, Trump “demoliu” parcialmente essa muralha ao vencer na Pensilvânia e em Wisconsin, um Estado que não votava no Partido Republicano desde 1984.

Mas essa não foi uma rejeição apenas a Hillary Clinton. Foi uma rejeição de mais da metade do país à (controlada e manipulada) América de Barack Obama – mas isso é assunto para outro dia.



“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo próprio trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converter em auto-sacrifício; então voce poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”. – Ayn Randcd490-2540barra6-pirazul-movel

RESPOSTA:
Um país azul e vermelho? Ou dividido em 11 nações?

 

O livro do jornalista e historiador Colin Woodard não foi o primeiro a distinguir as nações americanas, apresentadas por Joel Garreau em 1981. Mas foi o primeiro a lhes dar substância histórica

HELIO GUROVITZ

 

A divisa dos Estados Unidos – e pluribus unum; “de muitos, um” – encerra o mito fundador do país: a capacidade de absorver diferentes culturas numa só nação, com valores comuns. Mas quem acompanha há algum tempo as eleições americanas se acostumou ao mapa que mostra um país dividido, pintado em duas cores – o azul democrata e o vermelho republicano. O azul recobre a Costa Oeste e quase toda a Costa Leste, deixando a maior parte do interior em vermelho. Candidatos que mobilizam grupos específicos, como o democrata Barack Obama ou o republicano Donald Trump, puxam as cores de um ou outro estado para lá ou para cá. Ora um é classificado como ciano (Pensilvânia), ora como cor-de-rosa (Ohio). Uns poucos são coloridos de roxo (Flórida). Mas, apesar dessas nuances, a imagem de uma nação bipartida entre dois polos extremos – “liberais” e “conservadores” – está tão consolidada que a polarização se tornou um dos maiores focos de estudos na ciência política. Só que não passa de simplificação.

“As divisões mais essenciais e duradouras na América não são entre estados azuis e vermelhos, conservadores e liberais, capital e trabalho, brancos e negros, religiosos e laicos”, escreve o jornalista e historiador Colin Woodard em American nations: a history of the eleven rival regional cultures of North America (Nações americanas: uma história das 11 culturas regionais rivais na América do Norte). “Os Estados Unidos são uma federação constituída do todo ou de parte de 11 nações regionais, umas nem querem ver as outras pela frente. Não respeitam fronteiras estaduais nem internacionais, transbordam para Canadá e México com a mesma tranquilidade com que dividem Califórnia, Texas, Illinois ou Pensilvânia.” Seis se uniram para formar o país no século XVIII, outras foram absorvidas depois, uma foi expulsa (os índios) – mas todas já existiam antes da independência. Para Woodard, nove exercem influência política até hoje. A história narrada por ele é uma sucessão de coalizões em torno das duas mais poderosas. Poderíamos chamá-las de coalizão azul e vermelha, embora não correspondam com exatidão aos territórios do mapa eleitoral. Seu equilíbrio instável foi abalado pela candidatura Trump.

 

 

A base da coalizão azul reúne, desde o final da Guerra Civil, três nações descritas por Woodard: 1) Ianques – legatários dos puritanos que colonizaram a Nova Inglaterra, expandiram sua visão comunitária pelo continente; 2) Nova Holanda – corresponde à cultura singular, capitalista, cosmopolita e tolerante implantada pelos holandeses em Nova York; 3) Costa Oeste – colonizada por ianques, adquiriu deles o princípio comunitário, mas, abalada pela corrida do ouro, sofreu influência de outros grupos. A base da coalizão vermelha reúne três outras nações: 1) Sul Profundo – legatário da tradição escravocrata, baseava sua essência no racismo e no domínio de grupos étnicos considerados inferiores; 2) Tidewater– sociedade de castas, comandada por aristocratas da Virgínia, escravista mais por conveniência que convicção, baseava sua visão política na democracia de elites da Grécia Antiga; 3) Apalaches – região do povo da montanha, os “hillbillies”, marcada pela pobreza extrema, pela cultura violenta, pelo desprezo à formação intelectual e pela revolta ancestral de colonos escoceses e irlandeses contra quem se metesse com eles.

O poder flutuou de uma a outra coalizão segundo a inclinação de três outras nações: 1) El Norte – área contígua ao México (incluída parte dele), a primeira colonizada por hispano-católicos, recuperou o protagonismo com a infusão de imigrantes latinos; 2) Oeste Bravio – região inóspita e desértica, última a ser colonizada, onde, apesar da dependência histórica do Estado, prosperou o ideal de liberdade individual; 3) Midlands – influenciada por colonos quacres da Pensilvânia e imigrantes alemães, conhecida pelo pacifismo e pela não intromissão em assuntos alheios. Duas outras nações historicamente importantes – a Primeira Nação, indígena, e a Nova França, canadenses e colonos da Louisiana – perderam influência.

O livro de Woodard não foi o primeiro a distinguir as nações americanas, apresentadas por Joel Garreau em 1981. Mas foi o primeiro a lhes dar substância histórica. Woodard foi criticado por lapsos factuais e por diminuir a importância da onda de imigrantes no século XX. Woodard considera que, com exceção dos latinos, todos foram absorvidos pelas nações onde se instalaram. Sua análise, apesar das limitações, ajuda a entender o país melhor que o esquema simplório, azul e vermelho. O discurso chauvinista de Trump, sob medida para o público dos Apalaches, do Oeste Bravio e do Sul Profundo, é visto com resistência na aristocracia de Tidewater. Também levou os norteños a buscar abrigo em massa sob a tenda ianque. A escolha do próximo presidente depende do voto de minerva que Woodard localiza em Midland, território que começa na Pensilvânia e se estende por uma faixa fina, até o Meio-Oeste. Foi lá que floresceu a candidatura de Abraham Lincoln – e é lá que Trump tenta perfurar a fortaleza eleitoral de Hillary Clinton.


Link para a matéria completa:

 

http://epoca.globo.com/cultura/helio-gurovitz/noticia/2016/11/um-pais-azul-e-vermelho-ou-dividido-em-11-nac

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