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Quem foi Edgard Armond?

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Edgard Armond

TEORIAS SOBRE MEDIUNIDADE

Há muitas teorias e explicações sobre mediunidade e vamos passar-lhes 9 aqui uma ligeira revista sem contudo nos determos em analisá-las. 1) A da mistificação. Tudo é resultado de arranjos, habilidades mecânicas, truques. 2) A da ilusão. Nada, há de real; há somente ilusionismo. Os realizadores e assistentes de trabalhos espíritas ficam alucinados, sugestionados e por isso vêm, sentem e ouvem coisas que não existem. 3) A demoníaca. Tudo é obra de demônios, porque nenhuma entidade “celeste” pode andar pelo espaço em liberdade, falar com os vivos ou fazer-se passar por almas de mortos. Somente o diabo o pode, por ser rebelde às leis divinas. 4) A dos elementais. Os elementos da natureza, sêres não humanos, como gnomos, silfos, fadas e gênios, formas inconscientes e inferiores da vida, atuam sôbre os homens em certas circunstâncias, produzindo manifestações e fenômenos insólitos. 5) A dos cascões astrais. As almas dos mortos verdadeiramente não influem sobre os homens a não ser em casos muito raros; mas seus cascões astrais, que são envoltórios semi-materializados e destinados à decomposição, após a morte, como sucede também com o corpo físico, atuam sôbre os sensitivos e produzem fenômenos. Esta é a teoria predileta dos teósof os. 6) A da loucura. Os médiuns são indivíduos anormais, loucos mais ou menos pacíficos e tudo o que dizem e fazem é resultado de sua própria perturbação mental. 7) A da emoção. Segundo os swedenborguianos, o mundo espiritual nos rodeia e, sob a ação de uma emoção forte, os sentidos podem adquirir um desenvolvimento anormal que permite ligações com o mundo dos Espíritos. 8) A do automatismo psicológico. Tôda idéia tende a realizar-se e todas as manifestações ditas mediúnicas são simples fenômenos do sub-consciente individual. 9) A da força psíquica. Há indivíduos que possuem uma fôrça especial e definida, magnetismo, fluído nervoso ou o que quer que seja, que produz os fenômenos. 10) A de S. Martinho. Pode-se chegar pela graça dos próprios méritos a estabelecer ligações com a divindade. 11) A do dom. A mediunidade é um dom que será derramado sobre uns e outros segundo a vontade de Deus. 12) A do batismo do Espírito Santo. A mediunidade é uma virtude que baixará sôbre todos aqueles que forem beneficiados pelo Espírito Santo. 13) A do• personalismo. O sub-consciente dos sensitivos tem a tendência de apropriar-se do nome e do caráter de personalidades estranhas, reproduzindo-os em seguida. Esta teoria confunde-se com a do automatismo psicológico. 14) A do animismo, O sensitivo sofre um desdobramento de consciência que se coloca fora do corpo físico, formando um centro de fôrça que produz fenômenos não só psíquicos como também físicos e plásticos. Esta teoria se confunde com a da “fôrça psíquica 15) A teoria espírita — segundo a qual indivíduos denominados médiuns possuem uma aptidão especial para servirem de intermediários entre os mundos físico e espiritual. Esta é a teoria predominante, que hoje em dia domina as atenções, explica a maioria dos fatos e é plenamente confirmada pelas realidades. Não nega que haja fenômenos de psiquismo individual, de 10 animismo como se costuma dizer; êstes são também fenômenos de mediunismo, que reforçam a teoria espírita e em nada lhe afetam a autenticidade científica. * * *

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RESUMO HISTÓRICO A faculdade mediúnica, tanto a natural como a de prova, não é fenômeno de nossos dias, destes dias nos quais o Espiritismo encontrou seu clímax mas, sempre existiu, desde quando existe o homem. Sim, porque foi muito por meio dela que os Espíritos diretores puderam interferir na evolução do mundo orientando-o, guiando-o, protegendo-o. Vindo conviver com os homens ou dando-lhes, pela mediunidade, as inspirações e os ensinamentos necessários, foram sempre êles, esses guias devotados e solícitos, elementos decisivos dessa evolução. E, coisa notável, quanto à mediunidade, a faculdade quase não se modificou desde milênios; manteve quase os mesmos aspectos; pouco variaram os fenômenos e as manifestações, o que prova ser muito lenta a ascensão espiritual do homem neste terreno. Se é verdade que, antigamente, o assunto não era bem conhecido e muito menos generalizado, nem por isso deixou de ser admitido, estudado e utilizado em benefício individual e coletivo. Nas épocas em que a humanidade vivia no regime patriarcal, de dás ou de tribos, a mediunidade era atribuída a poucos, que exerciam um verdadeiro reinado espiritual sobre os demais. Passou depois para os círculos fechados dos colégios sacerdotais, criando castas privilegiadas de inspirados e, por fim, foi se difundindo entre o povo, dando nascimento aos videntes, profetas, adivinhos e pitonisas que passaram, por sua vez, a exercer inegável influência nos meios em que atuavam. Na Índia como na Pérsia, no Egito, Grécia ou Roma, sempre foi utilizada como fonte de poder e de dominação, e tão preciosa, que originou a circunstância de somente ser concedida por meio de iniciação a poucos indivíduos de determinadas seitas e fraternidades. E ainda hoje verificamos a existência dessas seitas e fraternidades que prometem a iniciação sob as mais rigorosas condições de mistério e formalismo, se bem que com medíocres resultados, como é natural. Somente após o advento do Espiritismo as práticas mediúnicas se popularizaram e foram postas ao alcance de todos, sem restrições e sem segredos. A começar de Homero, o poeta lendário da Grécia antiga, que à mediunidade se referia indiretamente ao narrar os episódios heróicos da vida de Ulisses, podemos ver que muitos outros, como por exemplo Sócrates, que possuia o que chamava de “demônios familiares”; Pitágoras, que era visitado pelos deuses; Apolônio de Tiana, médium extraordinário de vidência e levitação; Simão de Samaria, contemporâneo dos apóstolos, todos exerciam mais ou menos publicamente a mediunidade. E papel preponderante teve também ela na administração pública e na vida política das nações de então, pois provado está que seus dirigentes (chefes e reis), jamais se aventuravam a qualquer passo importante sem consulta prévia a videntes, astrólogos e oráculos. E, na própria Roma imperial, apesar de sua visceral amoralidade, os césares não dispensavam essa consulta e submetiam-se de bom grado às inspirações e aos conselhos dos “deuses”. Ora, nós sabemos hoje o papel sobrelevante que os Espíritos do Senhor 12 desempenham no plano da vida material e no fenomenalismo cósmico e compreendemos que eram então chamados demônios, deuses e gênios essas entidades operosas e nem sempre benéficas que agiam, como sempre agem, por de trás de todos os fenômenos naturais e sociais. É por isso tão positiva e evidente a antigüidade das manifestações espíritas que nos abalançamos a dizer que esta é, justamente, umas das maiores provas de ser a doutrina espírita realidade de todos os tempos, base fundamental de tôdas as religiões, mau grado as restrições que a deturparam (3). (3) Na China, por exemplo, a 3000 anos antes de Cristo o Espiritismo era praticado: uma prancheta era usada, nas cerimônias mortuárias, para receber as palavras do morto, dirigidas a seus descendentes. O culto dos antepassados é fundamenral na China, Japão e outros países orientais. E, quanto ao cristianiSmo, valendo-nos de um conceito de Leon Denis — “ele repousa sôbre fatos de aparições e manifestações de mortos e fornece imensas provas da existência do mundo invisível e das almas que o povoam”. A Bíblia, ela mesma, está cheia de semelhantes manifestações, todas obtidas por meio da mediunidade. No Velho Testamento vemos os profetas, videntes e audientes inspirados, que transmitem ao povo a vontade dos Guias e, de tôdas as formas de mediunidade parece mesmo que a mais generalizada era a vidência. Samuel no capítulo 9, versículo 9 — assim o demonstra quando diz: “Dantes, quando se ia consultar a Deus dizia-se vamos ao vidente; porque os que hoje se chamam profetas chamavam-se videntes”. É já de rigor citativo a consulta feita por Saul ao Espírito de Samuel, na gruta do Endor. As pragas que, segundo se narra, por intermédio de Moises, foram lançadas sôbre o Egito; as maravilhas ocorridas com o povo hebreu no deserto, quando conduzido por êsse grande Enviado, a saber; a labareda de fogo que marchava à frente dos retirantes; o maná que os alimentava; as fontes que jorravam recebimento do Decálogo, etc., tudo são afirmações, do extraordinário poder mediúnico do grande fundador da nação judaica. Que maior exemplo de fenômeno de incorporação que o revelado por Jeremias — o profeta da paz — quando tomado pelo Espírito, pregava contra a guerra aos exércitos de Nabucodonosor! E que outro maior de vidência no tempo, que o demonstrado pôr João escrevendo o Apocalipse! E como é notável de se observar que, nos remotos tempoS do Velho Testamento os fenômenos, em si mesmos, em quase nada diferiam, como dissemos, dos atualmente observados por nós! Basta citar os de transporte: Reis, capítulo 6,versículo 6; os de levitação: Ezequiel, capítulo 3, versículos 14 e 15, e Atos, capítulo 8, versículos 39 e 40; os de escrita direta: Êxodo, capítulo 32, versículos 15 e 16 e capítulo 34, versículo 28. E tão semelhantes eram as práticas antigas com as atuais que até mesmo a música era empregada para a formação do ambiente. De fato vemos que o profeta EliseU reclamava “um tangedor” (harpista) para profetizar: 2º Reis 3, 15 — e muito vulgar é a citação da passagem em que David acalma e afasta os Espíritos obsessores de Saul, tangendo sua harpa. 13 E a obscuridade era também, em muitos casos, exigida e Salomão, no ato de consagrar o templo que edificara, declarou significativamente: “O Senhor tem dito que habitaria nas trevas” 2ª epístola aos Coríntios, capítulo 6, versículo 1 (4). (4) Salmos 67 e 68 — Isaias, capítulo 32, versículos 3, 15 e 44 — Ezequiel, capítulo 11, versículos 19, 36 e 37 — Joel, capítulo 2, versículo 28. No Novo Testamento, desde antes do Nascimento então, as provas são ainda mais concludentes e notáveis, maximé as de mediunidade curadora, o dom das línguas, as levitações e os fenômenos luminosos. Maria de Nazaré não viu o Espírito anunciador? Jesus não foi gerado com intervenção do Espírito Santo? E os milagres seus e dos apóstolos? Voltando a citar Leon Denis, é dêle esta pergunta: os apóstolos de Cristo foram escolhidos por serem sábios ou notáveis ou porque possuiam qualidades mediúnicas ?“ Esses apóstolos, como sabemos, e seus discípulos, durante o tempo de seus trabalhos, atuaram como verdadeiros médiuns, bastando citar São Paulo e São João, um o mais dinâmico e culto, outro o mais místico. E justamente por exercerem francamente a mediunidade é que sabiam de seus perigos, dos cuidados que sua prática exigia e sôbre isso constantemente chamavam a atenção de seus discípulos (5). (5) João, capítulo 14, versículos 16, 17 e 26 — Atos, capítulo 1, versículos 2, 3, 5, 8, 9, 10, 11, 16. Capítulo 2, versículos 4, 38 e 39. Capítulo 4, versículo 31. Capítulo 9, versículo 17. Capítulo 10, versículo 44. Capítulo 11, versículo 15. Capítulo 13, versículo 52. Capítulo 19, versículo 6. Capítulo 20, versículo 23 — Romanos, Capítulo 5, versículos 5, 15 e 19 — Coríntios 12. São Paulo dizia: “Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas”; e São João ajuntava: “Caríssimos, não creiais em todos os espíritos mas provai que os espíritos são de Deus”. Advertiam, assim, contra a ação do espíritos obsessores e mistificadores. Era tão comum a mediunidade entre os primitivos cristãos que instruções escritas eram enviadas às comunidades das diferentes cidades para regular a sua prática; e essas instruções foram sendo, com o correr do tempo, enfeixadas em livros para melhor conservação. Hermas, que evangelizou no tempo de São Paulo adquirindo grande e justa autoridade, em seu livro “O Pastor” dizia: — “O espírito que vem da parte de Deus é pacífico e humilde; afasta-se de tôda a malícia e de todo vão desejo dêste mundo e paira acima de todos os homens. Não responde a todos que o interrogam nem às pessoas em particular porque o espírito que vem de Deus não fala ao homem quando o homem quer, mas quando Deus o permite. Quando, pois, um homem que tem o espírito de Deus, vem à assembléia dos fiéis, desde que se fêz a prece, o espírito toma lugar nesse homem que fala na assembléia como Deus o quer. Reconhece-se ao contrário o espírito terrestre, frívolo, sem sabedoria e sem fôrça, no que se agita, se levanta e toma o primeiro lugar. É importuno, tagarela e não profetiza sem remuneração. Um profeta de Deus não procede assim”. 14 — Estas instruções, dadas há séculos, como se vê, continuam com plena oportunidade ainda hoje, até mesmo no que se refere à ganância de alguns e à vaidade de muitos. * * *

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