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Física Quântica – O paradigma holográfico

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Existe uma Realidade Objetiva ou o Universo é um Fantasma?

Na Universidade de Paris, uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect, realizou o que pode se tornar o mais importante experimento do século 20… que muitos pensam poder mudar a face da ciência.

Aspect e sua equipe descobriram e provaram que, sob certas circunstâncias, partículas subatômicas como os elétrons são capazes de, instantaneamente, se comunicar umas com as outras, a despeito da distância que as separe, não importando se esta é de 10 pés… ou 10 bilhões de milhas!

De alguma forma desconhecida, uma partícula sempre ‘sabe’ o que a outra está fazendo. O problema com esta descoberta é que isto viola a, por muito tempo sustentada, afirmação de Einstein, de que ‘nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz’…

E, como viajar mais rápido que a velocidade da luz é o objetivo máximo para quebrar a barreira do tempo, este fato estonteante, se por um lado tem feito muitos físicos descartarem os resultados das pesquisas de Aspect, por outro, tem proporcionado que outros busquem explicações para alguns ‘mistérios’ da ciência ainda não desvendados.

David Bohm por ex., físico da Universidade de Londres, acredita que as descobertas de Aspect implicam em que a realidade objetiva não existe e que, a despeito de sua aparente solidez, o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado. para entendermos porque Bohm faz esta afirmativa surpreendente, temos 1º que saber um pouco sobre hologramas – um holograma é uma fotografia tridimensional feita com a ajuda de um laser.

Para fazer um holograma, o objeto a ser fotografado é primeiramente banhado com a luz de um raio laser e, então, um segundo raio laser é colocado fora da luz refletida do primeiro e o padrão resultante de interferência (a área aonde se combinam estes dois raios) é capturada num ‘filme’ que, revelado, mais parece um rodamoinho de luzes e linhas escuras. Mas logo que é iluminado por um 3º raio laser, aparece a imagem tridimensional do objeto original.

A tridimensionalidade destas imagens não é a única característica importante dos hologramas. Se o holograma de uma rosa é cortado na metade e então iluminado por um laser, em cada metade ainda será encontrada uma imagem da rosa inteira. E mesmo que seja novamente dividida cada parte do filme sempre apresentará uma menor, mas ainda intacta, versão da imagem original ou seja, cada micro-parte de um holograma contém toda a informação possuída pelo todo.

A natureza do ‘todo em cada parte’ de um holograma, nos proporciona uma maneira inteiramente nova de entender a organização e a ordem universal.

Durante sua história, a ciência ocidental tem trabalhado dentro do conceito de que a melhor maneira para se entender um fenômeno físico, seja ele uma baleia ou um átomo, é dissecá-lo e estudar suas partes respectivas.

Já um holograma nos ensina que muitas coisas no universo não podem ser conduzidas por esta abordagem, pois ao tentarmos tomar parte dele, não obteremos suas peças constituintes, mas apenas ‘inteiros’ menores.

Este ‘insight’ é sugerido por Bohm como outra forma de compreender os aspectos da descoberta de Aspect. Bohm acredita que a razão que habilita as subpartículas a permanecerem em contacto umas com as outras, a despeito da distância que as separe, não é porque estejam enviando algum tipo de ‘sinal misterioso’, mas porque esta separação é uma ilusão… e diz: “num ‘nível mais profundo de realidade’, estas partículas não são entidades individuais, mas sim, extensões da mesma coisa fundamental.”

Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohm oferece a seguinte ilustração: Imagine um aquário que contenha um peixe… imagine também que você não é capaz de ver este aquário diretamente, e seu conhecimento deste aquário se dá por meio de duas TVs – com uma câmara dirigida à frente e outra à lateral do aquário.

Se você observar simultaneamente as duas imagens, sem saber da existência das duas câmaras, acabará presumindo que o peixe de cada uma das telas é uma entidade individual. Isto porque, como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente. Mas se você continuar olhando para os 2 peixes, acabará adquirindo a consciência de que há uma relação entre eles – quando um se vira, o outro faz volta correspondente. .. quando um se coloca de frente para a frente, o outro se coloca de frente para o lado… e, como você não sabe das câmeras, pode ser levado a concluir que ‘os peixes estão se intercomunicando’, apesar de sabermos que este não é o caso.

Isto, diz Bohm, é precisamente o que acontece com as partículas subatômicas na experiência de Aspect, em que a aparente ligação ‘mais-rápida-do- que-a-luz’ entre as partículas, está nos dizendo que existe um ‘nível de realidade mais profundo’, uma dimensão mais complexa além da nossa própria, que é análoga ao aquário. E acrescenta: ‘vemos objetos, como estas partículas subatômicas, como se estivessem separados uns dos outros, porque estamos vendo apenas ‘uma porção’ da realidade deles… pois estas partículas não são partes separadas, mas sim, facetas de uma UNIDADE mais profunda e subliminar, que é holográfica e indivisível.. . e, como tudo na realidade física está compreendido dentro destes ‘eidolons’, o próprio universo pode não passar da projeção de um holograma’!

Em adição a esta natureza fantástica, este universo possuiria outras características surpreendentes: se a aparente separação das partículas subatômicas é uma ilusão, isto significa que, nesse ‘nível mais profundo de realidade’, todas as coisas do universo estão infinitamente interconectadas.

Os elétrons num átomo de carbono no cérebro humano estariam interconectados com as partículas subatômicas que compreendem cada salmão que nada, cada coração que bate, e cada estrela que brilha no céu… tudo interprenetrando tudo e, embora a natureza humana possa categorizar e subdividir os vários fenômenos do universo, todos os aportes desta necessidade são de fato ‘artificiais’ e todos finalizavam numa rede ainda ‘sem sentido científico’!

Em um universo holográfico, mesmo o tempo e o espaço não podem mais ser vistos como fundamentais, porque conceitos como localização se quebram diante de um universo em que nada está verdadeiramente separado de nada no tempo e espaço tridimensionais, como as imagens dos peixes nos monitores, que podem ser vistos como ‘projeções de ordem mais profunda’.

Este tipo de ‘realidade a nível mais profundo’ é um super-holograma, no qual o passado, o presente e o futuro existem simultaneamente. .. sugerindo que, tendo as ferramentas apropriadas, poderemos algum dia penetrar este ‘nível de realidade super-holográfica’ e trazer cenas de um passado há muito esquecido.

Seja o que for que contenha o super-holograma… é ainda uma questão em aberto.

Pode-se até admitir, por amor à argumentação, que o super-holograma é a matriz que deu nascimento a tudo em nosso universo e no mínimo contém cada partícula subatômica que existiu, existe ou existirá – cada configuração da matéria e energia possível, de flocos de neve a quasares, de baleias azuis a raios gama… tudo sendo visto como um tipo de ‘depósito’ do TUDO QUE É.

Embora Bohm admita que não há maneira de saber o que mais pode estar oculto no super-holograma, ele se arrisca a dizer que não temos qualquer razão para admitir que ele não contenha mais. Ou: ‘talvez o nível super-holográfico da realidade seja um simples estágio, além do qual repousa ‘uma infinidade de desenvolvimento posterior’’…

Bohm não é o único pesquisador que encontrou evidências de que o universo é um holograma. Trabalhando independentemente no campo da pesquisa cerebral, o neurofisiologista Karl Pribram, da Standford, também se persuadiu da natureza holográfica da realidade… e desenhou o modelo holográfico para o quebra-cabeças de ‘como’ e ‘onde’ as memórias são guardadas no cérebro.

Ora, por décadas, inúmeros estudos mostraram que muito mais que confinadas a uma localização específica, as memórias estão dispersas pelo cérebro. Numa série de experiências com marcadores na década de 20, o cientista cerebral Karl Lashley concluiu que: ‘não importa quê porção do cérebro do rato é removida, pois sua memória (de como eram realizadas as atividades complexas aprendidas antes da cirurgia), não se erradica.

O único problema foi ninguém ter sido capaz de explicar a natureza do ‘inteiro em cada parte’ da estocagem da memória.

Quando Pribram encontrou o conceito de holografia, entendeu que ele tinha achado a explicação que os cientistas cerebrais buscavam.

Pribram acredita que as memórias são codificadas não nos neurônios, ou pequenos grupos de neurônios, mas em padrões de impulsos nervosos de tipo cruzado em todo o cérebro, da mesma forma que a interferência da luz laser na imagem holográfica. Em outras palavras, que o próprio cérebro seja um holograma, cuja teoria também explica ‘como’ o cérebro humano pode guardar tanta memória num espaço tão pequeno – calcula-se que o cérebro humano tenha capacidade de memorizar algo na ordem de 10 bilhões de bits de informação (ou, rudemente comparando, a mesma quantidade de informação contida em 5 volumes da Encyclopaedia Britannica).

Similarmente, foi descoberto que o holograma possui uma capacidade de estocagem de informação muito maior, quando é simplesmente mudado o ângulo no qual os 2 lasers atingem o filme, sendo possível gravar muitos registros diferentes na mesma superfície – um centímetro cúbico holográfico pode estocar mais de 10 bilhões de bits de informação…

Nossa habilidade de recuperar rapidamente qualquer informação que precisamos do enorme estoque de nossas memórias, torna-se mais compreensível quando consideramos que o cérebro funcione segundo princípios holográficos.

Se um amigo pede a você que diga o que lhe vem à mente quando ele diz a palavra ‘zebra’, você não tem que percorrer uma gigantesca lista alfabética para encontrar a resposta… senão somente associá-la com ‘listrada’, parecida com cavalo e ‘animal nativo da África’.

Uma das coisas mais surpreendentes sobre o processo de pensamento humano é que cada peça de informação parece imediatamente correlacionada com muitas outras – o que é característica intrínseca do holograma, em que cada porção é infinitamente interligada com todas as outras porções!

A própria Natureza é um supremo exemplo de sistema interligado…

Um outro exemplo é como o cérebro traduz uma avalanche de ‘freqüências’ que recebe de nossos ‘sentidos’, dentro da totalidade concreta do mundo de nossas percepções. Ora, codificar e decodificar ‘freqüências’ é precisamente o que um holograma faz de melhor!

Exatamente como o holograma funciona (como um tipo de lente ‘tradutora’ capaz de converter um ‘borrão de freqüências’, aparentemente sem sentido, numa imagem coerente), Pribram acredita que o cérebro também tenha uma ‘lente’ que usa os princípios holográficos para converter matematicamente as ‘freqüências’ que recebe através dos sentidos, dentro do mundo de nossas percepções.

Num impressionante corpo de evidências, que sugere que o cérebro usa os princípios holográficos para realizar suas operações, a teoria de Pribram de fato tem ganho suporte crescente entre os neurofisiologistas.

O pesquisador ítalo-argentino Hugo Zucarelli estendeu recentemente o modelo holográfico ao mundo dos fenômenos acústicos. Confuso pelo fato de que os humanos podem localizar a fonte dos sons sem moverem as cabeças, mesmo que só possuam audição num ouvido, Zucarelli descobriu que os princípios holográficos podem explicar estas habilidades. .. e desenvolveu uma técnica de som holográfico de gravação, capaz de reproduzir sons acústicos com um realismo quase inconcebível.

A crença de Pribram de que nosso cérebro constrói matematicamente a ‘dura’ realidade pela liberação de um ‘input de freqüência dominante’, também tem recebido grande quantidade de suporte experimental, sendo descoberto que cada um de nossos sentidos é sensível a uma extensão muito mais ampla de ‘freqüências’ do que se suspeitava.

Os pesquisadores dizem que nosso sistema visual é sensível às ‘freqüências de som’… nosso sentido de olfato é dependente do que agora chamamos de ‘freqüências ósmicas’ e mesmo cada célula de nosso corpo é sensível a uma ampla extensão de ‘freqüências’… estas descobertas sugerem que estamos sob o ‘domínio holográfico da consciência’, onde estas ‘freqüências’ são selecionadas e divididas dentro das percepções convencionais.

Mas o mais envolvente aspecto do modelo holográfico de Pribram é o que acontece quando ele é conjugado à teoria de Bohm.

Se a ‘concretividade’ do mundo nada mais é do que uma realidade secundária, e o que está ‘lá’ é um borrão de ‘freqüências’ holográfico, sendo o cérebro também um holograma que apenas seleciona algumas das ‘freqüências’ deste borrão e matematicamente transforma-as em percepções sensoriais.. . o que vem a ser REALIDADE OBJETIVA? Colocando de forma muito simples… ela não existe!!!

Como as religiões orientais há milênios vêm afirmando, o mundo material é Maya – uma ilusão, e, embora pensemos que somos seres físicos que se movem num mundo físico, isto também é uma ilusão… pois podemos não passar de ‘receptores’ boiando num mar caleidoscópico de ‘freqüências’ que extraímos deste mar, e transformamos em realidade física – e isto é apenas um canal, entre muitos… do super-holograma.

Esta intrigante figura da realidade, a síntese das abordagens de Bohm e Pribram, tem sido chamada de ‘paradigma holográfico’ e embora muitos cientistas a recebam com ceticismo, este paradigma tem galvanizado outros.

Um pequeno, mas crescente grupo de pesquisadores acredita que este pode ser o modelo mais acurado da realidade científica ‘que foi mais longe’. Mais do que isto, muitos acreditam que ele pode não só solucionar muitos dos mistérios nunca explicados pela ciência, como até estabelecer o ‘paranormal’ como parte da natureza.

Numerosos pesquisadores juntamente com Bohm e Pribram têm notado que muitos fenômenos parapsicológicos se tornaram muito mais compreensíveis com o paradigma holográfico.

Num universo em que cérebros individuais são atualmente porções indivisíveis de um holograma muito maior e tudo está infinitamente interligado, a ‘telepatia’ (quebra-cabeças da Psicologia), pode ser simplesmente o ‘acessamento’ a esse nível holográfico… levando-nos a entender como a informação pode viajar da mente do indivíduo ‘A’ para a do indivíduo ‘B’, mesmo à grande distância.

Em particular, Grof sente que o paradigma holográfico oferece um modelo de compreensão para muitos estonteantes fenômenos vivenciados por indivíduos durante ‘estados alterados de consciência’… tendo conduzido, nos anos 50, uma pesquisa em que se acreditava que o LSD seria um instrumento psicoterapêutico.

Grof teve uma paciente que, de repente, assumiu a identidade de uma fêmea de espécie pré-histórica de um réptil! Durante o curso de sua alucinação, ela não somente deu riquíssimos detalhes do que ela sentia ao ser encapsulada naquela forma, como notou que uma porção de machos daquela espécie tinha escamas coloridas ao lado de sua cabeça. O que foi surpreendente para Grof é que a mulher não tinha conhecimento prévio sobre estas coisas e, posteriormente, um zoologista confirmou que nessas espécies de répteis, as áreas de escamas coloridas na cabeça tinham um importante papel como estimulantes do desenvolvimento sexual.

A experiência desta mulher não foi única. Durante o curso da pesquisa, Grof encontrou exemplos de pacientes regredindo e se identificando com várias espécies da ‘árvore evolucionária’ (esta pesquisa influenciou a cena do ‘homem-vindo-do-macaco’ no filme Altered States). E mais ainda, ele descobriu que estas experiências freqüentemente continham detalhes obscuros que mais tarde vieram a ser confirmados como acurados.

Mas, regressões dentro do reino animal não foram os únicos quebra-cabeças entre os fenômenos psicológicos que Grof encontrou. Ele também teve pacientes que pareciam entrar em algum tipo de consciência racial ou coletiva. Indivíduos com pouca ou nenhuma educação, repentinamente davam detalhadas descrições das práticas funerárias do zoroastrismo e cenas da mitologia hindu. Em outro tipo de experiência, os indivíduos forneciam relatos persuasivos de jornadas fora do corpo… ‘starts’ pré-cognitivos do futuro… ou de regressões, dentro de pensavam ‘encarnações’ de vidas passadas.

Em pesquisa posterior, Grof encontrou a mesma extensão de fenômenos manifestados em seções de terapia que não envolviam o uso de drogas e, em virtude dos elementos em comum nestas experiências parecerem transcender a consciência individual, além dos usuais limites do ego e/ou as limitações de tempo ou espaço, Grof chamou estas manifestações de ‘experiências transpessoais’ que, no final dos anos 60, havia auxiliado na fundação de um ramo da Psicologia chamado “psicologia transpessoal”, tendo se devotado inteiramente ao seu estudo.

Embora a então recém-fundada ‘Association of Transpersonal Psychology’ conquistasse um rápido crescimento entre o grupo de profissionais de mente similar, e se tornasse um ramo respeitado da Psicologia, durante anos, nem Grof nem seus colegas, foram capazes de fornecer um mecanismo para explicar os bizarros fenômenos psicológicos que eles estavam testemunhando.

Mas isto mudou com o advento do paradigma holográfico, como Grof recentemente notou, pois se a mente é parte de um ‘continuum’, um labirinto que é conectado não somente à outras mentes que existiram ou existem, mas à cada átomo, cada organismo e região na vastidão do espaço- tempo… o fato de que nossa mente seja capaz de ocasionalmente fazer entradas nesse ‘labirinto’ e TER ‘experiências transpessoais’, não parece mais estranho…

O paradigma holográfico tem também implicações nas chamadas ‘ciências concretas’, como a Biologia. Keith Floyd, um psicólogo do ‘Virginia Intermont College’, tem pontificado que a realidade é apenas uma ilusão holográfica. Mais ainda, é a ‘consciência’ que cria a aparência do cérebro – bem como do corpo e de tudo mais que nós interpretamos como físico.

Esta virada na maneira de se ver as estruturas biológicas, fez com que pesquisadores apontassem que a medicina e o nosso entendimento do processo de cura poderia também ser transformado em um paradigma holográfico. Se a aparente estrutura física do corpo nada mais é do que a projeção holográfica da consciência, torna-se claro que cada um de nós é mais responsável por sua saúde do que admite a atual sabedoria médica… e ‘remissões miraculosas de doenças’ podem ser próprias de mudanças na consciência que, por sua vez, efetua alterações no holograma do corpo.

Similarmente, novas técnicas controversas de cura como a ‘visualização’, podem funcionar muito bem porque, no domínio holográfico, imagens pensadas que não são ‘reais’… se tornam ‘realidade’.

Mesmo visões e experiências que envolvem realidades ‘não ordinárias’ se tornam explicáveis sob o paradigma holográfico. Em seu livro, ‘Gifts of Unknown Things’, o biologista Lyall Watson descreve seu encontro com uma mulher xamã indonésia que, realizando uma dança ritual , foi capaz de fazer o ramo inteiro de uma árvore desaparecer no ar. Watson relata que ele, e outro atônito expectador, continuaram a olhar para a mulher, e ela fez o ramo reaparecer, desaparecer novamente e assim por várias vezes.

Embora o atual entendimento científico seja incapaz de explicar estes eventos, experiências como esta se tornam plausíveis quando a ‘dura’ realidade é apenas uma projeção holográfica.

Talvez concordemos sobre o que está ‘lá’ ou ‘não está lá’, porque o que chamamos de consenso, seja a realidade formulada e ratificada ao nível de inconsciência humana, à qual todas as mentes estão interligadas.

Se isto for verdade, a mais profunda implicação do paradigma holográfico é que as experiências do tipo da de Watson, só não são lugares comum porque nós não temos nossas mentes programadas para aquilo que faz com que sejam…

Num universo holográfico não há limites para a extensão do ‘quanto’ podemos alterar o tecido da realidade… pois o que percebemos como realidade seria apenas uma de suas formas, esperando que desenhemos sobre ela qualquer imagem que possamos querer… tudo é possível – de colheres entortadas com o poder da mente, aos eventos vivenciados por Castaneda com o bruxo Yaqui ‘Don Juan’.

E assim, mesmo nossas noções fundamentais sobre a realidade se tornam suspeitas dentro de um universo holográfico, como Pribram postulou, e mesmo eventos ao acaso podem ser vistos dentro dos princípios básicos holográficos e portanto… determinados.

Sincronicidades ou coincidências significativas de repente fazem sentido e tudo na realidade terá que ser visto como uma metáfora, mesmo eventos ao acaso expressariam alguma simetria subjacente.

Seja o paradigma holográfico de Bohm e Pribram aceito na ciência ou morra de morte ignóbil, é seguro dizer que ele já tem influenciado a mente de muitos cientistas.

E mesmo que seja decidido que o modelo holográfico não oferece a melhor explicação para as comunicações instantâneas que ocorrem entre partículas subatômicas, no mínimo, como observou Basil Hiley, físico do ‘Birbeck College’ de Londres, os achados de Aspect ‘indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novos pontos de vista da realidade’.

Tradução do original:
Reality – The Holographic Universe

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