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Fenícios no Brasil muito antes dos portugueses

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A teoria de que o Brasil tenha sido visitado pelos fenícios na antiguidade, já foi levantada por diversos autores, e diversos pesquisadores, já apresentaram suas evidências, através de registros de inscrições e de artefatos encontrados, em vários lugares do país, além do fato da semelhança entre as línguas indígenas do Brasil e da América, com as antigas línguas semitas, e da semelhança das tradições indígenas brasileiras (como por exemplo, da tribo tupi-guarani), com as antigas tradições mediterrâneas. Dois, dos principais proponentes deste assunto, foram o professor e pesquisador austríaco, Ludwig Schwennhagen, e o arqueólogo amador brasileiro, Bernardo de Azevedo da Silva Ramos.

Schwennhagen, em sua obra “História antiga do Brasil”, expos a teoria da presença de fenícios no Brasil, com base no trabalho de Onfroy de Thoron (Gênova, 1869), sobre as viagens das frotas do fenício rei Hirão de Tiro, e do rei Salomão, da Judeia, no rio Amazonas, entre os anos 993/960 A.C.. E também apresentou outras diversas evidências, em sua maior parte, escritos do alfabeto fenício, e da escrita demótica do Egito, que também foram encontrados; além de inscrições da escrita suméria, antiga escrita babilônica, e também letras gregas e latinas. Schwennhagen ao citar o historiador grego do século I A.C., Diodoro Sículo, disse que este relatou a primeira viagem de uma frota de fenícios atravessando o Atlântico, e chegando às costas do Nordeste do Brasil, através das correntes marítimas, propícias para a travessia.
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E afirmou ainda, que a língua tupi pertence à grande família das línguas pelasgas, um ramo da língua suméria, cujas sete tribos da nação tupi residiam inicialmente, em um país chamado Caraíba, um grande pedaço de terra firme localizado onde hoje fica o mar das Caraíbas, onde eles haviam se refugiado após o desmoronamento de Atlântida. E os chamados “Caris”, eram ligados aos povos cários, da Cária, no Mediterrâneo. Segundo a obra “História do Brasil” de Francisco Adolfo de Varnhagen, existe a confirmação de uma migração dos Caris – Tupis da Caraíba, para o norte do continente sul-americano, uma tradição que sobrevive, ou sobrevivia, ainda entre o povo indígena da Venezuela.

O padre António Vieira, afirmou que os tupinambás e tabajaras contaram-lhe, que os povos tupis migraram para o Norte do Brasil pelo mar, vindos de um país que não mais existia, e que o país Caraíba, teria desaparecido progressivamente, afundando no mar, e os tupis salvaram-se, rumando para o continente. Os tabajaras diziam-se o povo mais antigo do Brasil, e se chamavam de “tupinambás”, (homens da legítima raça tupi), desprezando parte dos outros tupis, com o insulto “tupiniquim” e “tupinambarana”, (tupis de segunda classe), e sempre conservaram a tradição de que os tupis eram originados de sete tribos; e que o povo tapuia, do povo tupi, eram os verdadeiros indígenas brasileiros.

De acordo com Schwennhagen, o continente americano é a lendária ilha das Sete Cidades. Diz o autor que tupi significa “filho, ou crente de Tupã”. A religião tupi teria aparecido no Norte do Brasil cerca de 1000/1050 A.C., juntamente com os fenícios, e propagada por sacerdotes cários, da ordem dos piagas. Os piagas (de onde deriva a expressão pajés) fundaram no Norte do Brasil, um centro nacional dos povos tupis, chamando este local de Piaguia, de onde surgiu o nome Piauí. Esse lugar era as Sete Cidades (hoje Parque Nacional de Sete Cidades). A Gruta de Ubajara teria sido fruto de escavações, para retirada de salitre, produto comercializado pelos fenícios. A cidade de Tutóia, no Maranhão, teria sido fundada por navegadores fenícios e por emigrantes da Ásia Menor, que chegavam por navios fenícios, e escolheram o local para construir uma praça forte, de onde dominariam a foz do Rio Parnaíba.

Em 1872, o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil foi notificado por Joaquim Alves da Costa, falando sobre a sua descoberta em Pouso Alto, às margens do Paraíba, de umas inscrições gravadas em uma pedra. Uma transcrição da inscrição foi enviada ao IHGB, e onde a principio, o botânico carioca, Ladislau de Souza Mello Netto, fez uma primeira tradução.

luciabarreiross@bol.com.br

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Diante de críticas, e da dificuldade em localizar Joaquim Alves da Costa, e a localização exata do lugar, bem como a tal pedra, o botânico declarou que tais inscrições eram apócrifas, porém, o historiador francês Ernest Renan, afirmou que as inscrições eram fenícias, e de cerca de 3000 anos. Quase um século depois, nos 60, o professor americano, Cyrus H. Gordon, da Universidade Brandeis, em Boston, um reconhecido e notório especialista em línguas mediterrâneas, confirmou que as inscrições encontradas em Pouso Alto, eram realmente autênticas inscrições fenícias, até então desconhecidas no século XIX, e as traduziu para o português:

“Somos filhos de Canaã, de Sídon, a cidade do rei. O comércio nos trouxe a esta distante praia, uma terra de montanhas. Sacrificamos um jovem aos deuses e deusas exaltados no ano de 19 de Hirão, nosso poderoso rei. Embarcamos em Ezion-Geber, no mar Vermelho, e viajamos com 10 navios. Permanecemos no mar juntos por dois anos, em volta da terra pertencente à Cam (África), mas fomos separados por uma tempestade, nos afastamos de nossos companheiros e, assim, aportamos aqui, 12 homens e 3 mulheres. Numa nova praia que eu, o almirante, controlo. Mas auspiciosamente possam os exaltados deuses e deusas intercederem em nosso favor”.

Atualmente não há mais dúvidas de que o Brasil está repleto de indícios comprobatórios da passagem dos fenícios, e que eles se concentraram no nordeste. Pouco distante da confluência do Rio Longá e do Rio Parnaíba, no Estado do Piauí, existe um lago onde foram encontrados estaleiros fenícios e um porto, com local para atracação dos “carpássios” (navios antigos de longo curso). Subindo o Rio Mearim, no Estado do Maranhão, na confluência dos Rios Pindaré e Grajaú, está o lago Pensiva, que outrora foi chamado Maracu. Neste lago, em ambas as margens, existem estaleiros de madeira petrificada, com grossos pregos e cavilhas de bronze. O pesquisador maranhense, Raimundo Lopes, escavou ali, no fim da década de 1920, e encontrou utensílios tipicamente fenícios.

No Rio Grande do Norte, por sua vez, depois de percorrer um canal de 11 km, os barcos fenícios ancoravam no Lago Extremoz. O professor austríaco Ludwig Schwennhagen estudou cuidadosamente os aterros e subterrâneos do local, e outros que existem perto da Vila de Touros, onde os navegadores fenícios ancoravam após percorrer uns 10 km de canal. Na Amazônia, Schwennhagen encontrou inscrições fenícias gravadas em pedra, nas quais havia referências a diversos reis de Tiro e Sídon (datados de 865/887 A.C.).

Schwennhagen acreditava que os fenícios usaram o Brasil como base, durante pelo menos 800 anos, deixando aqui, além das provas materiais, uma importante influência linguística entre os nativos. Nas entradas dos Rios Camocim (Ceará), Parnaíba (Piauí) e Mearim (Maranhão), existem inclusive muralhas de pedra e cal, semelhantes às muralhas encontradas em Batroun, na costa norte do Líbano, erguidas pelos antigos fenícios.
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BRASIL, UM NOME FENÍCIO?

No Livro “Before Columbus”, o professor Cyro H. Gordon, que publicou também a primeira gramática da língua ugarítica, afirmou que a origem do nome Brasil é fenícia, de acordo com seus estudos “BRZL” em ugarítico e outras línguas semíticas, significa ferro. Diversos dicionários também se referem a Brasil como mineral monométrico, sulfeto de ferro, piritas de ferro, tipo de ferro de cor amarela e brilhante, entre outras denominações do gênero. Ele afirmou também, que expressão inglesa “hard as Brazil” (tão duro como Brasil), refere-se mais à dureza do ferro, do que a do pau-brasil.

Gordon não parou por aí, ele complementou suas explicações dizendo que no antigo folclore irlandês, existem referencias sobre a “Hy Brasil” (Ilha do Brasil) no Atlântico, além da Irlanda, e que este nome é fenício (Î BRZL – Ilha do Ferro), e que as lendas ainda mencionam o desaparecimento no fundo do mar das ilhas Hy Brasil, e Atlântida, um traço típico dos fenícios que mantinham a política de manter sobre segredo absoluto sobre suas fontes de riquezas, evitando a concorrência e garantindo o domínio do mercado. Gordon disse que até durante o tempo de Colombo, os exploradores europeus do Novo Mundo, procuravam pela Ilha do Brasil.

Se a referida Ilha do Brasil fez parte da atual Brasil, não se tem certeza, porém, nenhum outro lugar do mundo, merecia esse nome mais do que o Brasil, onde um dos seus principais recursos naturais continua sendo o ferro, onde o estado de Minas Gerais detêm 25% das reservas de ferro do país.
As navegações marítimas dos fenícios, não visavam apenas o comércio, mas também a coleta de recursos minerais necessários para as tecnologias internacionais.
Gordon ainda fez um comparativo interessante sobre os nomes de certos lugares na antiguidade, e como exemplo, citou que na Idade do Bronze, três áreas tinham nomes associados ao metal pelo qual era famoso:

– Núbia (nbw em egípcio) = rica em ouro.

– Hatus, capital do império hitita (prata em ugarítico)= rica em prata.

– Cyprus, ou Chipre em português (kypros em grego) = rica em cobre.

– Ilhas Britânicas (eram chamadas de Tin Isles ou ilhas do estanho) = rica em estanho.

– Barzel (ferro na maioria das línguas semíticas, inclusive árabe e hebraico) = rica em ferro.

Não se esquecendo de que a expansão dos fenícios, coincidiu com a passagem da era do bronze para a era do ferro, o que levou o professor a supor que deveria ter existido uma terra “rica em brazil” em algum lugar do Atlântico, talvez incluindo uma parte do Brasil de hoje, assim, como na época do bronze, existiram lugares chamados “ouro”, “prata”, “cobre” e “estanho”…

Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute

Leia Mais: http://www.gazetadebeirute.com/2013/05/fenicios-descobriram-o-brasil-antes-de.html#ixzz3gGiJMMuM
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