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Cosmogênese ou Cosmologia

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 Caminho Sagrado Feminino: Praticas e Programas da Sabedoria Sagrada Feminina

O Processo de Manifestação e Evolução

 Cosmogênese ou Cosmologia (Parte I)

Toda a base para o Yoga e para a Medicina indiana – Ayurveda está no conceito de evolução do universo. Segundo o sistema Samkhya (deriva de Sat – verdade e krhya – saber), um dos seis sistemas filosóficos; ou melhor, de Sabedoria da Índia existe em princípio, um estreito e harmônico relacionamento entre os seres e o universo. A fonte de toda a existência é a Consciência Cósmica, como unidade que se manifesta como aspectos opostos, complementares em energia masculina e feminina, nomeados de Shiva e Shakti ou Purusha e Prakrit.

Para essa Sabedoria, o universo é um organismo vivo e dinâmico constituído de uma energia cósmica primordial, da qual derivam por condensação e diferenciação, todas as coisas existentes.

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A Origem de Tudo é chamado de Parabhraman, o Absoluto, o Não-Ser, a Essência Uma. O fundamento do Ser. A seidade. Pode ser Vazio e Plenitude. Parabrahman significa além ou superior a Bramhmã, o supremo infinito, realidade sem atributos, princípio definitivo, universal, puro, irredutível, inominado, imanifesto, a causa sem causa. Também designado como Parama-Shiva – Realidade Definitiva, Absoluta, ‘Oceano sem praias’, a Ideação  a Substância pré-cósmica. A  ‘Substância’ primordial infinita (Asat)- Metaprincípio – Attatva”, a identidade de tudo o que possa existir, sujeitos e objetos, mas é totalmente impessoal. É eterno, onipresente, onisciente, imutável. É a única realidade absoluta, o não-manifestado Parama-Shiva é o Um que pode torna-se Muitos. É a vibração criativa insondável, vibração onipresente a base para as vibrações distintas que compõe os inúmeros objetos sutis e materiais. Está constituída de prakasha (luminosidade- é a Luz das Luzes, a fonte de tudo) e de vimarsha (exame, tocar – é a luz refletida, a natureza auto-refletida do ser, cria o cosmo multidimensional no qual a luz suprema se manifesta como luzes menores – objetos). É importante observar que Parabrahmã só pode ser entendido como um Princípio, como uma Lei e jamais, portanto, como um Ser.

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O Não-Ser (Parabhraman) possui em si Mulaprakrit, a substância não manifestada, indiferenciada, “caótica”, a Raiz Pré-Cósmica – é a Raiz da Natureza ou matéria, é o aspecto do Absoluto que serve como substrato a todos os planos objetivos da Natureza. É a energia latente em Parabhraman. É a matéria cósmica ainda não animada; em potência. A Substância é como uma semente, o potencial de vir a seralguma coisa. Como Substância ela possui atributos:  Espaço Absoluto (abstrato) ou Infinito e  Tempo absoluto, eternidade, duração ou ausência de tempo; Movimento absoluto, que para nós é a imobilidade perfeita; Energia latente ou potencial.

Parabraman é a realidade incondicionada e absoluta e Mulaprakrit uma espécie de véu corrido sobre ela. De Mulaprakrit é que vem Prakrit (Natureza – matéria) é o aspecto primordial feminino do Absoluto. Prakrit é projeção, é fenômeno de Mulaprakrit. É o princípio mais abstrato divino feminino.

A Substância Primordial não é uma substância como uma substância substância sólida, é  uma abstração filosófica, tal denominação deriva da palavra SUBSTARE (SUB + STARE) significando  ‘estar sob’ ou  ‘estar na raiz de’. Substância Primordial é aquilo que está na raiz do Universo: é a CAUSA SEM CAUSA DO UNIVERSO, donde tudo surgiu e para onde tudo se recolherá. O Absoluto “transforma” Aquilo Que Não É em Aquilo Que É – SUBSTÂNCIA PRIMORDIAL; AQUILO; TAT; AIN-SUPH; UNO; TODO; A DIVINA ESSÊNCIA DESCONHECIDA, etc…

O Absoluto é Onisciente, Onipotente, Onipresente porque possui todos os poderes: Consciência auto-reveladora (cit), Bem-aventurança (ananda), Vontade ilimitada (icchã), Conhecimento Total (jnana) e Dinamismo universal (kriya). Essa Realidade Absoluta contém em si mesmo dois aspectos ou princípios complementares: o aspecto masculino ou Consciência dessa Realidade, chamado de Shiva, a Consciência sem objeto, puro sujeito e o outro, o princípio feminino, criatividade ou poder pro-criativo ou Energia – Poder de Realidade ou Realização (da Consciência), chamado de Shakti. Shakti é o princípio de energia, é o poder de Shiva, é a energia vibratória definitiva, a manifestação do poder de Bem-aventurança. Porém pode obscurecer a Consciência por ser a semente que divide sujeito e objeto e desencadeia o processo de manifestação progressiva.

Assim, a Realidade Única tem em si a consciência no ‘Eu’ (aham) e ‘Isso’(idam); sujeito e objeto, aspectos subjetivos e objetivos da existência, porém inseparáveis, indistinguíveis.

PARABRAHMÂ é o SOL OCULTO, é o LOGOS ÚNICO; SURYA. O Sol Oculto não é um Sol como o nosso Sol Visível, ou seja não é uma estrela ou astro que vemos. O SOL VISÍVEL é um conglomerado de energias eletromagnéticas provindas de um ‘SOL’, que é alimentado pelo SOL OCULTO , um “coração cósmico”, cujo pulsar impele Ondas de Vida (energia/matéria) para os sistemas de evolução [sístole cósmica], para depois recolher e precipitar tudo e todos no seio da Substância Primordial [diástole cósmica]. SOL OCULTO é o Eterno transformador da Substância Primordial ou Divina Essência Desconhecida em Substância Manifestada. O Logos único tem TRES Naturezas ou potencialidades (aspectos ou faces): 1º, 2º e 3º Logos ou Tronos.

A manifestação cíclica da Substância Primordial, canalizada pelo Sol Oculto, se dá de maneira tríplice, expressa pelos Três aspectos (naturezas ou potencialidades) diferentes do Logos Único, que são coexistentes e coeternos. São “expressões das gradações” das emanações provenientes do Logos Único ou Sol Oculto. Este Logos, o UNO, a Divindade Única, o Absoluto se faz TRINO, segue se dividindo em SETE, e por projeções setenárias sucessivas se desdobra até chegar à humanidade comum. O UNO se fraciona em miríades de pequenas partículas, pequenas centelhas divinas, denominadas MÔNADAS. Durante o processo in-evolutivo da manifestação, a Mônada (ver) refletida como Tríade Espiritual, o Âtmâ-Buddhi-Manas, o Homem Celeste, a triatômica semente da consciência, começa a despertar em resposta às vibrações Logóicas, apresentando tênues pulsações interiores que a preparam para a posterior atividade ‘externa’.

De Parabraman, Absoluto, o não manifesto, o Logos Único procede a Unidade ou 1º Logos, o impessoal, também não-manifestado, precursor do manifestado. O 1ª TRONO ou LOGOS é o MUNDO DAS CAUSAS. Onde se dá a Ideação (formação de idéia / concepção mental) do Eterno Absoluto (o UNO). É o aspecto PAI, no simbolismo das Trindades, porém não há polaridade ativa, mas apenas a Polaridade Germinal ou Primordial. Este aspecto atua como VONTADE (responsável pela ‘descida’ das Mônadas). É Plano do Espírito, o plano onde as 3 Forças ‘Espirituais’; Fohat, Prana e Kundalini estão em equilíbrio e latência.

É daí que surge o Sadakhya – Aquele que é chamado Ser (Sat) – ou Sada-Shiva (Sempre Benevolente) é Vontade Transcendental (ainda experimentado como Iccha) que reconhece e afirma o ‘Eu’, e o “isto” porém enfatizando o aspecto subjetivo desse ‘Eu’ e não objetivo.

O 1º Logos é o ponto de origem do 2º Logos ou trono, que é o grande plano do ”Espírito” Cósmico surge efetivamente como polaridade, mas, apesar de existir, só será ativa no 3ª Logos/Trono. É o MUNDO DAS LEIS, onde se dá a Plasmação (dar forma / modelar) das idéias geradas na etapa anterior. É chamado de Plano da Mãe Universal ou Divina.

Neste Logos, o ‘Eu’, o “Criador” (Ishvara) ou, melhor como Eshwari, princípio criador feminino, a Mãe ou poder dos ‘Criadores’, inicia sua realização, isto é, enfatiza-se o lado objetivo do ‘Eu’, iniciando então o estágio de ‘evolução’ cósmica (ou melhor; involução – manifestação). Nesta ‘esfera’ Ainda existe um equilíbrio entre subjetivo e objetivo, mas já são distinguíveis, é o estágio Sad-Vidya (Conhecimento do Ser, ou poder de Conhecimento do Ser) ou Shuddha-Vidya (Conhecimento Puro ou Poder de Conhecimento Puro). É ainda um estado de equilíbrio entre subjetivo e objetivo, mas distinguíveis claramente no Ser. Iswara significa “Senhor(a)”, o “Espírito Divino no Homem”. É o Senhor, ou melhor Senhora dos Deuses, é Eshwari, porque é o princípio divino ativo e como manifestação, Iswara é ‘ser’ de ‘atributos’ femininos. É onipotente e está além do tempo. Aqui oculta-se uma grande Sabedoria.

Daí em diante, entramos nos princípios limitantes, pois o Ser inicia a percepção da separação do sujeito e do objeto, e por isso, vê a existência como algo impuro e limitante, ou seja, ele se cobre com os (cinco) véus (coberturas-kancukas) da ignorância, da ilusão ou limitação (Maya), gerando o próprio sofrimento.

Maya é o poder cósmico (envolvido por Iswara ou Ehwari) que possibilita qualquer existência, a potência  que cria e manifesta todas as formas e também a percepção dela. É tudo o que é mutável, que se difere, é o universo objetivo, aquilo que tem princípio e fim e sempre sofre transformações.

Kancukas são as chamadas cinco ‘coberturas de maya (aquele que mensura)’. São como couraças que impedem a percepção da verdadeira realidade:

Kalã (Kalaa) Parte: princípio que faz a criação da consciência limitada e causa impermanência e eficácia limitada, impotência – limitação da onipotência.

Vidya – conhecimento (onisciência reduzida da consciência, causando conhecimento finito), limitação da onisciência

Raga- ligação (inteireza rompida da consciência que causa desejo por experiências parciais), apego, limitação da plenitude

Kãla  (Kaala)-  tempo (eternidade da consciência reduzida a existência temporal – passado, presente e futuro), limitação da realização

Niyati – necessidade (rompimento da independência e impregnação da consciência, causando a limitação da causa, espaço e forma) – causa as carências, destino- limitação da consciência.

Maya dá origem então as polaridades, pois para que haja manifestação precisa haver polarização. A neutralidade absoluta não gera movimento, sem o qual não há evolução. Assim Maya origina o sujeito pré-consciente (Purusha: ‘Espírito – Átomo – Mônada’- Aspecto essencial masculino), ou self coletivo, ‘aquele’ (a pré-consciência) que vivencia (ou possibilita a vivência), percebe a experiência (ou que deve perceber, pois aqui é ainda como um projeto ou melhor, um ‘propósito’ de consciência pois, nesta etapa do processo de manifestação, tudo ainda é energia). A experiência é a realidade objetiva ou a realidade plenamente objetivada: a natureza, a matéria (a energia manifestada – objeto), a Prakrit. Maya também origina, mas é também a sua própria emanação; Prakrit, a Nutriz – a Alma Cósmica – o aspecto essencial feminino; energia, força, poder que anima Purusha. Prakrit é o reflexo de Purusha (a Alma é o reflexo do Espírito. O Espírito que se reflete na Matéria/Energia manifestada). Aqui (nesta etapa do processo que ainda está ‘involuindo’ pois densificando e limitando) a Alma é energia, mas é também pré-consciência, a base, o veículo (não físico ainda) da consciência que se manifesta. Até Purusha (de cima para baixo ou do superior para o inferior – do imanifestado para o manifestado ou vive e versa) desdobra-se tudo o que é do aspecto subjetivo da existência.  Em oposição, até Prakriti (a Matéria, substância primordial), que é o aspecto dinâmico, desdobra-se tudo o que é do aspecto objetivo da existência. Prakrit é a Causa de toda a manifestação e este, o mundo ‘ denso’ é o seu efeito. Purusha é o inconsciente ou consciência pura que chega, através de Prakrit à supraconsciência, tornando o inconsciente consciente. Podemos ver isso também na multiplicidade: Purushas são os estados de consciência cósmica manifestados e Prakriti os substratos de manifestação, as formas de que se revestem essas consciências para poderem conhecer. A ‘evolução’ é o processo que transforma a vida –energia em vida-consciência. Leva o ‘grau’ de consciência dos Arquétipos, Mônadas ou Aspectos do Absoluto (que são inconscientes no plano manifestado).

Na Doutrina Secreta, diz H. P. B: “A Mônada é uma gota d’água tirada do Oceano sem margens que está do plano da diferenciação primordial ou mais correto neste plano. Ela é divina em seu estado superior e humana em seu estado inferior. Do mesmo modo que o Logos reflete o Universo no Mental Divino e que o Universo Manifestado se reflete em cada uma de suas Mônadas, do mesmo modo a Mônada deve durante o ciclo de suas reencarnações, refletir-se em cada forma-mãe de cada reino. Os cabalistas se exprimem corretamente, pois, quando dizem que “o Homem é uma pedra, uma planta, um animal, um homem, um espírito e finalmente um Deus”.

Neste Segundo Logos ou Trono é também onde se dá a divisão em 2 centros cósmicos que se desdobram no pólo positivo Purusha– Pai, Prakriti – Mãe. Purusha pode ser definido como Espírito é uma força impulsiva que impele a busca do não-realizado. Este logos atua como VONTADE ou Propósito Superior. São os estados de consciência cósmica, princípio espiritual ou consciência superior. É a essência, sem forma, existência pura. É a energia, princípio metafísico da existência e da manifestação, o princípio criador ativo e masculino. E consciente, apenas espectador, observador das “operações de Prakrit”, por isso é imutável, inativo, não possui qualidades, porém, todas as “criações” de Prakriti tem como finalidade real de enriquecer o Espírito (Purusha) de experiências para se auto conhecer e assim, se libertar.. É o “Não é nem isso nem aquilo”, mas pode-se dizer que é o Espírito da vida, a Consciência da Vida. É alimentado pelo fogo cósmico, luz, Fohat. Neste sentido Purusha é Mônada (deriv. grego) que significa Unidade, Um, mas também funciona como dois, como Díade Atmã e Budhi, a manifestação “imortal” da consciência ou como Tríade unificada: Atmã, Budhi e Manas ou a. É o Eu que encarna ou se manifesta em todos os planos e reinos. Tem em sua essência todos os atributos e poderes divinos; é a causa primeira da manifestação. A palavra Purusha também pode significar Homem, igual a Iswara, o Homem celeste, o princípio masculino o Espírito individual de cada ser e o Deus supremo do universo, o Criador. Prakrit é a origem da matéria é onde residem as experiências dos Universos já realizados. Espírito é como a ‘Concavidade do Subjetivismo Absoluto e a Matéria como Concavidade do Concretismo Absoluto’. É a Natureza ou Mundo material (mater = mãe), a matéria primordial, elementar. É a causa, a criadora de todas as coisas. São os substratos de manifestação, as formas de que se revestem essas consciências. Está em oposição a Purusha, é feminina, sendo a substância original, o princípio feminino. É a natureza material, o princípio criativo ou força de criação, de ação material. A matéria que constitui os planos cósmicos inferiores. É alimentado por Kundalini, fogo cósmico antagônico a Fohat, latente no fundo da matéria. Os dois pólos são os dois princípios fundamentais da existência, que unidos produzem todas as coisas: Purusha e Prakrit, que são qualidades diferenciadas da matéria primordial Mulaprakrit. De Mulaprakrit é que vem Prakrit. Prakrit é projeção, é fenômeno de Mulaprakrit. Prakrit possui três modos de ser, permitindo a manifestação trina chamada de Guna (qualidades da matéria: Satwa: luminosidade e inteligência, Rajas: energia motriz e atividade mental, Tamas: inércia e obscuridade psíquica). As três gunas aparecem juntas em todos os fenômenos físicos e psíquicos, porém em proporções diferentes. Necessitam uma da outra para evoluir e estão indissoluvelmente ligadas. Espírito (Consciência) e Matéria são aspectos de Parabraman. A única diferença entre a Natureza (Prakrit) e a Realidade Absoluta (Purusha) é que o Absoluto “sabe” que é idêntico à Natureza, enquanto a Natureza crê-se diferente do Absoluto. Analogicamente, Purusha é como a eletricidade e Prakriti, a lâmpada. A luz – a criação – surge quando a energia sutil anima a matéria. Da mesma forma como a luz gerada por uma lâmpada é fruto da interação das três cores básicas – amarelo, azul e vermelho – a Prakriti age na criação manifestando através das três Gunas.

Essa consciência passiva da diferença evolui (involui – pois “densifica”) então até uma Inteligência Indiferenciada (Mahat), faculdade pela qual essa diferença é percebida ativamente. Este logos atua como AMOR-SABEDORIA e elabora os 7 Reinos. É o grande Plano da Alma Cósmica. Aqui os Princípios da manifestação ou Tattvas/modulações estão mais ativos. A guna Rajas também. Aqui Prana (sopro, hálito), o ‘Fluxo Perene de Vida’, também está ativo. Prana designa a vida universal que se manifesta em todos os planos. Nos microcosmos é o terceiro princípio do homem, a força vital específica em determinado plano. “Prana” está em tudo e em todos. “Prana” também é denominado de Jiva.”

No 3ª TRONO / 3º LOGOS acontece a manifestação e a polaridade torna-se ativa. É o MUNDO DOS EFEITOS, onde aquilo que foi imaginado, idealizado, no 1º Trono e plasmado, no 2º Trono, toma forma material. É o grande plano do filho, por isso é chamado de plano ‘neutro’. Este aspecto do Logos atua como ATIVIDADE, construindo os demais Planos Cósmicos, o Plano dos Veículos ou Corpos. KUNDALINI, o Fogo Quente; imprime consciência; está mais ativo, assim como a guna Tamas. Aqui surge a mente universal que trabalha sobre a matéria do espaço Prakrit, agindo sobre as gunas que vão interagir complexa e infinitamente dos níveis mais sutis aos mais densos da criação, do mais espiritual ao mais abissal. A função de Rajas é atuar de forma ativa sobre Tamas para suprimir Sattwa, ou sobre Sattwa para suprimir Tamas. E a função de Sattwa é criar condições para a transcendência e de Tamas é manter o estado de ignorância. Passando do equilíbrio estável para o instável, as gunas são colocadas em contínua movimentação umas em relação aos outras, criando assim os átomos dos cinco (ou sete) planos inferiores da matéria. Na matéria caótica ou não manifestada estão em perfeito equilíbrio e assim, todas as energias e potências estão em repouso na inatividade, porém, quando se rompe este equilíbrio, produz-se a forma, a manifestação, produto de Prakrit. As três gunas estão na manifestação do universo (uni-verso, o um ao inverso), na natureza material, em todas as criaturas, em tudo o que existe na natureza, determinando o caráter ou condição individual através da proporção em que se encontram reunidos em cada um dos seres. As três gunas aparecem juntas em todos os fenômenos físicos e psíquicos, porém em proporções diferentes. Aqui “KUNDALINI (o poder inflamado) esta ativa, no homem como a força magnética ou fohática, latente no fundo da matéria. Por isso é que ela tanto se manifesta no “seio” ou ‘coração’ da Terra, o “Laboratório do Espírito Santo”, como também no ser humano, no chamado centro sutil na região do cócix e períneo, o chacra raiz ou muladhara.

Com a interação Purusha-Prakrit, Prakriti através das Gunas, desdobra-se (manifesta-se) em todos os aspectos objetivos da existência. A primeira manifestação é Mahat (A grande); a Inteligência Cósmica Indiferenciada ou MahaBuddhi, a Mente Universal ou Alma Cósmica,  a autoconsciência ilimitada da Natureza, a primeira representação da energia cósmica indiferenciada; é a mente indiferenciada, universal, a Ideação cósmica. Mahat é o primeiro princípio de consciência universal. É a Primeira “criação” de Mulaprakrit (como Prakrit) e “produtor” de Buddhi, o Manas ou mente superior e Ahankara, o Ego ou manas inferior (projeção de Buddhi) – Aquilo que erroneamente chamamos de eu. Parabramam, como vimos é como um princípio, uma Lei, que desdobra-se num conjunto de Leis que, juntas, formam a Ideação Cósmica, a ação da Mente Divina (Lei da Evolução, Lei do Karma, Lei da Polaridade etc). O Plano Arquetipal, se torna ativo em Mahat, por meio da ação das Hierarquias Construtoras ou Criadoras, emanadas dos sete Arquétipos Primordiais.

A Ideação Cósmica latente se projeta nos 7 Raios de Purusha (7 estados de consciência cósmica manifestada) (Fohat) da qual saem os 7 Centros de Energia no Plano da Matéria ou Átomos Primordiais de Prakrit (formas materiais de que se revestem essas consciências no ato da manifestação).

Os Três Logói, que coexistem e são coeternos, exprimem as Sete Forças Criadoras da Natureza, vivificadoras do Espírito e da Matéria manifestados: os Sete Raios desse Espírito, isto é, os Sete Estados de Consciência Cósmica Manifestada, e os Sete Centros de Prakriti, que são as formas materiais de que se revestem essas Consciências no ato da manifestação. Desta forma, o “Logos Ativo Criador” integra o conjunto dessas sete altíssimas ‘inteligências’, a raiz de todo setenário na natureza. Esses Sete Seres são limitados, pois são manifestações cíclicas do Espírito de Vida, que é incognoscível.

O Logos Impessoal manifesta-se como Logos Criador, constituído este por sete hierarquias, cada uma delas com uma função particular na forma natural e composta, e como multidões de seres e consciências em várias fases de evolução. Os Sete Logói são os Sete Homens Cósmicos e formam, juntos, o Grande Homem Cósmico, o Eterno, que é uma oitava coisa. São o “Logos no seu aspecto Eterno”, ou o “Logos como sustentador de seu universo, no seu aspecto manifestado e periódico”. São essas Hierarquias Criadoras que vão pôr em execução o Plano Arquetipal através da energia consciente de Fohat, plasmadora dos mundos físicos.

As Hierarquias Criadoras, emanadas diretamente da ‘Mente’ do Logos, têm a função de plasmar o que foi concebido anteriormente, o “projeto”, nascido como idéia no “Mundo das Idéias” (Primeiro Logos). O Plano de ‘plamação ‘(ainda não ‘realização’) é o plano separa os planos arrúpicos (sem forma) dos rúpicos (com formas), sendo um misto de ambos ou um plano intermediário. É ele quem separa o Primeiro do Terceiro Trono, possuindo características de ambos. É Chamado de Plano Alaya é o plano da afirmação do princípio evolutivo, imanente em Atmã. Aqui se encontra em forma ideoplástica, ou idéias plásticas, plasmadas para serem realizadas no Terceiro Logos ou Trono.  Abaixo dele entretanto, constituem o ternário cósmico ativo, em que se desdobra toda a trama da evolução.

No Terceiro Logos ou Trono, as potencialidades se tornam experiências, mesmo que num nível mais causal e suprapessoal, iniciando o universo ativo através das 7 Hierarquias Criadoras; os 7 Dhyan Chohans Superiores (7 Arquétipos Primordiais ou Sete Luzeiros,  Logois, Auto-Gerados ou Sete Ishwaras, Grandes ou Superiores Senhores da Evolução / 2o Trono ou Logos) que se expressam no Terceiro Trono como Planetários. Assim, os Planetários são, no Terceiro Trono, o reflexo dos Luzeiros, enquanto estes, no Segundo Trono, são o reflexo do Eterno (no 1o Trono). Os Planetários são o “corpo” ou “sustentáculo físico” desta dos Luzeiros ou seja são a mesma consciência, em “planos” diferentes, são os Luzeiros em ação ou projeções dos luzeiros nos mundos concretos e formais. Como Planetários, os Luzeiros dirigem a evolução das formas e consciências nos planos mais densos, e assim, adquirem a máxima experiência possível, que será devolvida como a essência, o sumo do trabalho ao Logos Criador. Cada Planetário se subdivide tulkuisticamente em sete Kumaras. Cada Kumara corresponde a um estado de consciência. Sete Kumaras equivalem aos sete Globos de cada Cadeia. Todas as experiências são concentradas ou aglutinadas mestes seres (Kumaras), como se fossem repositórios. O termo Kumara significa, literalmente, “criança, adolescente, o que não passa dos 15 ou 16 anos”, equivalendo a “puro, inocente”. Cada Cadeia Planetária (sete cadeias é 1 sistema planetário) tem associada a si um Kumara, que passa a ser um reflexo, um aglutinamento das experiências trabalhadas num Sistema de Evolução. Assim, na quarta Cadeia ( a atual cadeia em finalização) deste quarto Sistema de evolução temos quatro Kumaras objetivos ou formados. Eles tomam os seguintes nomes: Diananda Kumara,  Sanat-Sujat Kumara, Sanat Kumara, Satya Kumara (ex: Kumara, passando depois à Satya Kumara). Temos, ainda, três Kumaras em formação (devido ao adiantamento ou aceleramento do processo evolucional atual), estes são denominados de “Kumara de Projeção”, o quinto recebendo o nome de Arda-Narisha Kumara. Arda-Narisha, em sânscrito, significa literalmente “metade macho e metade fêmea”; este termo indica a natureza andrógina deste kumara e, segundo a mitologia hindu, Arda-Narisha é a forma andrógina de Shiva. Os Kumaras estão relacionados com o mundo material, concreto, objetivo. Expressam a criação do gênero ou sexual. Deram aos pré-humanos (pois esta hierarquia ainda não está formava totalmente) a Mente e o Sexo.

Toda evolução processada no Terceiro Trono está sintetizada no Kumara equivalente. Aqui já estamos falando na etapa evolucional do sistema, onde, também (como ascendência) as experiências “são refletidas” para o Segundo Trono como se fossem uma colheita em um Maharaja, que é a Potestade, a Consciência Cósmica formada pela soma das experiências colhidas num Sistema de Evolução, sintetizadas no Segundo Trono. Por sua vez, todas essas experiências também são refletidas no Primeiro Trono, no Eterno, expressão unificada do Logos. Assim, as experiências de um Sistema de Evolução são sintetizadas nos seguintes seres: Primeiro Trono – Maha-Sattva – Unidade,  Segundo Trono – Maha-Rajas / Sete) e Terceiro Trono – Maha-Tamas (outra denominação para os Kumaras / Sete). Assim, os Maharajas  são a expressão superior dos Kumaras (ou Maha-Tamas) no Segundo Trono, e o Maha-Sattva é a expressão superior dos Maharajas no Primeiro Trono.

A ‘evolução’ se processa através da multiplicidade das formas ou seja, a infinidade de arquétipos e potencialidades existentes no seio infinito do Absoluto vai se realizando, para que ‘este’ cada vez mais ‘conheça a si mesmo’ (autoconsciência),  adquirindo experiências. Assim, de uma ‘unidade’ começam a surgir desdobramentos, em menor escala. O Kumara, como expressão do Planetário, é o ponto chave deste processo, pois é através dele que surge as miríades de formas para realizar a evolução. O Planetário sendo o reflexo do Luzeiro, no Terceiro Trono é o conhecido, mas não compreendido, Adam-Heve, que as escrituras denominam de Adão e Eva, a parelha primordial. Não são literalmente o primeiro homem e a primeira mulher, mas o padrão da humanidade. Assim, o Kumara, através deste padrão, “cria” a sua humanidade para que seja trabalhado um determinado conjunto de atributos e potencialidades. O Kumara realiza isso “criando” a sua humanidade através de uma classe especial de seres, denominados Manasaputras ( “Filhos do Mental”), para serem a matriz primordial da humanidade. Um Kumara estrutura a matriz e as formas desta matriz são os Manasaputras, e os inúmeros seres ‘experienciados’ nesta forma são a humanidade. Esta humanidade forma, coletivamente, uma Hierarquia, que é portanto, um conjunto de Mônadas que estão evoluindo coletivamente numa determinada Ronda, como uma grande era. As Mônadas, em uma ronda, não entram na roda de evolução a qualquer momento nem isso se dá continuamente; há períodos bem estabelecidos para as mônadas iniciarem o processo de evolução. Geralmente esses períodos são marcados por aquilo que conhecemos como “Julgamentos”, onde o grau de consciência adquirido por uma hierarquia é auferido e a “promoção” de suas mônadas (ou reprovação) é realizada para uma próxima etapa evolutiva.

Os Manasaputras, que são a matriz primordial da humanidade, são seres especiais, que ficam numa espécie de sono em no centro do interior (ou do plano mais sutil) da Terra (Shamballah). Ciclicamente eles saem deste estado de repouso e acordam, para receber as experiências trabalhadas pela humanidade. Ao mesmo tempo, seres especiais do Segundo Trono – os Matra-Devas – (chamados de Aves de Arribação), “descem” (ou limitam-se no Tempo-Espaço) para o Terceiro Trono, trazendo o novo potencial, os novos valores que serão trabalhados no Terceiro Trono. Isso que se chama avatarização dos Matra-Devas nos Manasaputras, e uma troca ocorre: os valores trabalhados no Terceiro Trono (dimensão mais densa) são “levados” para o Segundo Trono (dimensão mais sutil ou superior) como experiências (consciências), e os novos arquétipos são trazidos para o Terceiro Trono a fim de serem trabalhados e realizados nos planos materiais mais densos.

Ainda entre Kumaras e os Maharajas (superiores aos Kumaras, ou Kumaras no segundo trono), existe uma hierarquia intermediária, Os chamados Senhores da Evolução, que são Potestades intermediárias. Sua função é de regular e dirigir a evolução na face da Terra ou, seja dirigir os propósitos evolucionais na face da Terra. São seres do Astral (Mundo Médio) e acompanham toda a evolução na Terra. São eles: Manu, Yama, Karuna (ou Karma), Astaroth.

Continuando na etapa de densificação da Substância Absoluta, encontramos Budhi, que significa compreensão superior, é aqui a faculdade ‘mental’ da ‘inteligência universal’, capaz de distinguir, de conhecer além da razão ou seja é a sabedoria, a ‘mente’ iluminada  ou supra mente. A instância mais elaborada do complexo psíquico humano, responsável pelo discernimento espiritual, pelas escolhas, e também pela capacidade de observar sem julgar,  da intuição, a mente ou principio de síntese de abstração, o que esta além dos sentidos (que relaciona-se com ahankara). É a ‘mente’ de percepção, ‘mente da Sabedoria. Também é considerado a Alma Espiritual de uma coletividade, ou uma Alma síntese de uma coletividade específica.

Simultaneamente à evolução ou realização das consciências tem-se a evolução das formas físicas, que constituem o sustentáculo (ou veículo) para estas consciências evoluírem ou se realizarem. A humanidade, por exemplo, é, como ser humano, finito, limitado e com uma forma física definida. Esta forma física, ao longo dos milênios, vem aprimorando suas funções biológicas, através daquilo que os biólogos denominam de lei de seleção natural e mutações. Mas este corpo físico é o sustentáculo ou apenas veículo (e não o humano pleno) para a evolução de hierarquias, entre elas a Hierarquia Jiva. Por isso há uma distinção entre a evolução das formas e a evolução das consciências que “habitam” estas formas. As teorias da evolução postuladas por Darwin, até o momento, foram a melhor elaboração do homem para explicar a evolução das formas físicas na Terra; mesmo com suas limitações, ela tem seus fundamentos válidos, porém não explicam a evolução do ser humano como uma ‘consciência’. As formas também evoluem em direção à uma meta, a um objetivo. Cada reino da natureza tem seu objetivo uma forma que expressa o padrão e o esplendor deste reino. Este objetivo ou propósito é chamado de Buda Síntese. Hoje temos três reinos da natureza trabalhados e um quase totalmente completo. Cada um destes reinos possui o seu Buda síntese, que estão na Agartha (o plano interior da Terra). Eles possuem os seguintes nomes: Ag-Zim-Muni (reino mineral); Mag-Zim-Muni (reino vegetal) ; Tur-Zim-Muni (reino animal). Como a evolução das formas físicas do Reino Hominal ainda não está concluída e não atingiu o seu ápice, temporariamente esta função é desempenhada pelo Excelso Rabi-Muni. No futuro um ser humano será o Buda-Síntese do Reino Hominal.

Existe também uma classe de seres que não são propriamente budas, mas atuam como se assim o fossem: são como supra ‘deuses’ dos Reinos Elementais. São como comandantes superiores dos Reinos Elementais da natureza e tomam os seguintes nomes:   Orbaltara – ‘Divindade’ da Terra; Akbalalim – ‘Divindade’ do Éter; Itabalalai – ‘Divindade’ do Ar; Asbalzamur – ‘Divindade’ do Fogo, Ambalmare – ‘Divindade’ da Água.

Apesar das diversas denominações,  esses termos apenas encobrem manifestações diferentes (e mais limitadas) em planos diversos de uma mesma essência ou Arquétipos Primordiais.

Assim, ainda no processo de limitação e manifestação Buddhi se individualiza em Ahamkara, o Ego, ‘pacotes’ isolados de autoconsciência limitada. O Ego é o senso de ‘eu’, de ser algo. Ahankara é a manifestação de Mahat/Buddhi, que é a potencialidade suprapessoal das experiências. Este Ego tem a função de apropriar-se dos dados da consciência e erroneamente os atribuir a Purusha. Cada um desses é autoconsciente, mas consciente apenas daquela limitada porção de ser com a qual se identifica.

O Ego ou Ahankara é o eu-artífice, o ego individual, o princípio da individualização, aquele que se apropria de experiências, das impressões dos sentidos e, muito equivocadamente, os atribuir ao Purusha, pois não tem o poder do discernimento; da percepção clara como Buddhi. Ahankara é a autoconsciência limitada, a consciência objetiva. Ele dá o conceito e sentimento de Eu (não tem a percepção do Eu real), a auto identidade, a consciência de si mesmo, é o ego, ignorante da verdadeira realidade separando-se do Eu Único

Mahat, Budhi e Ahankara (incluindo Manas) formam o Antakarana. Antakarana constitui o “órgão interno” ou Alma, cuja atividade, diferentemente daquela dos sentidos, estende-se não apenas ao presente, mas também ao passado e ao futuro. São os três lados de um triangulo, cuja soma é o Chitta – mente, inteligência-, com o qual se realiza a idéia da trindade na unidade.). Antakarana também significa uma ponte, um meio de comunicação entre o Manas superior (Buddhi e Ahankara). Assim todas as experiências (do passado, presente e futuro) da humanidade são ‘gravadas’ e imortalizadas na mente superior. Ao exercermos o ‘reconhecimento’ ou despertarmos a consciência desta ponte, podemos ter acesso a toda esta sabedoria.

A Natureza (Prakrit), através de cada guna se manifesta por meio de ‘pacotes’ individuais de Ego (Ahankara) que se manifesta-se, densificando em Manas; a mente inferior, nos cinco sentidos (tanmantras) e nos cinco órgão motores (ajudado por Sattva), criando assim o universo orgânico e manifesta-se nos cinco elementos básicos (bhutas) (com o auxílio de Tamas), para criar o universo inorgânico. Assim, as gunas são as três forças pelas quais Ahankara (Ego) cria a imagem de si mesmo.

Assim, quando a guna Satwa que prevalece no interior de Ahankara deriva em Manas (mente inferior, sintetiza as impressões sensoriais de conceitos e imagens – intelecto pessoal limitado). Manas – mente inferior, sintetiza as impressões sensoriais de conceitos e imagens, a mente que pensa, racional. Manas é receptáculo de Chitta (o conteúdo de manas), a matéria mental, o inconsciente, a memória, de onde advém os Vrittis, os movimentos da mente – os pensamentos ou movimentos da mente. Aí nossos pensamentos, palavras e ações vão criar os samskaras (impressões na mente) que vão determinar os padrões – vasanas (tendências), isto é, nosso caráter. Isso tudo localiza-se no Sukshma sharira (corpo sutil) ou em Mano e Prana maya kosha (os envólucros da mente e do Prana).

Prevalecendo Satwa também deriva os cinco sentidos da cognição ou percepção (Jnana-Indriya): ouvido (audição), pele (tato), olhos (visão), língua (paladar), nariz (olfato). Quando prevalece Rajas deriva as cinco faculdades da conação (karma-Indriya: comunicação, manipulação, locomoção, digestão, procriação/reprodução) e quando Tamas é que domina, surge os chamados cinco elementos sutis (forças sutis) ou potenciais para as percepções sensoriais (Tanmatra) que densificam nos cinco princípios da materialidade (Buta), que estão presentes em tudo o que existe; seres,coisas e fenômenos.

Estes princípios da materialidade são a base da matéria física, que completa o veículo a ser habitado pela centelha da consciência e que poderá ou não ser desperta e ‘evoluir’ ou ‘se realizar’, se transformando de energia em consciência, realizando uma possibilidade, ou seja transformando uma possibilidade em realidade dentro das infinitas possibilidades do Absoluto.

Como podemos perceber, este processo de condensação e diferenciação iniciado, que designamos “Processo de Manifestação”, ou erradamente chamamos de “Processo de Criação” (pois não se cria nada, apenas se manifesta, transforma, energia – energia précósmica – em consciência – consciência cósmica) acontece em 2 etapas opostas. A primeira é esta que explicmos aqui, onde se dá o que chamamos de ‘involução’ devido ser a etapa de diferenciação, limitação, onde o infinito vai se densificando e se tornando finito. Onde o Absoluto se torna relativo, onde o impessoal, se torna pessoal, onde o imutável se torna mutável. E, estranhamente quando se chega no máximo grau de densidade, que é a matéria física, ou seja quando energia caótica se condensa e se organiza de forma específica e única em torno uma ‘centelha de consciência’ é quando o processo real de transformação da possibilidade em realidade se inicia. Aí é onde começa a segunda etapa do processo que agora poderíamos mesmo chamar de ‘processo evolutivo’ pois a consciência (ainda aqui como pré-consciência) pode se realizar verdadeiramente. Esta etapa, como vimos, um pouco, acima, é o processo de ‘colheita’ das experiências conscientizadas. (ver continuação na parte II)

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