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Os Conceitos da Esquerda Morena

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Dia hipcrisia

Por: Hélio Araújo Silva 

No Brasil ficaram os conceitos e as teorias da esquerda, sem o devido aperfeiçoamento. Resultado: com palavras de ordem, só se faz uma oposição muito fraca. Sinceramente, não se vê mais político com pujança teórica; os políticos perderam o poder da dialética, da homilia e do contraditório. Mas, para se fazer isto, é preciso ter uma coisa essencial: Cultura política, conhecimento geral, de História do Brasil e de Geografia.

E saber usá-los com maestria. Para saber, de fato, quando se está ganhando ou perdendo o debate?

Mas para que isto ocorra, há que se fazer oposição conceitual. 

Por falta disso, é que a direita tem tanta força na política nacional.

Vamos voltar às raízes da esquerda no Brasil, mas vamos fazê-lo com competência, conteúdo e ousadia. Com a queda do Leste Europeu desabaram-se conceitos do comunismo e do socialismo contemporâneo. Os partidos de esquerda nacionais, por consequência, ficaram sem um discurso mais facilmente assimilável pelas novas gerações de jovens. Antes, era comum encontrar políticos ou aspirantes em universidades e muitos eram provenientes da classe média. Afinal, não era qualquer um que tinha o poder de adentrar aos campi das universidades brasileiras para estudar sobre o assunto com maior profundidade. Por isso, alguns até copiavam a chamada “intelligentsia”, para que não ficassem démodé.

Agora, a agenda das universidades mudou?

Quando são privadas, elas costumam ser geridas por quem não tem nenhum interesse em política partidária ou então pelo próprio dono, quando este tem interesse em se candidatar a algum cargo público… 

Quando são públicas, a própria política, muitas vezes, costuma ficar reduzida às disputas eleitorais, seja de reitor ou de DCE… E por que? Em parte porque a cultura da esquerda nacional terminou ficando órfã do germe ou da semente da antiga União Soviética, que, juntamente com Tchecoslováquia, China e até Albânia exportavam teorias e conceitos. Isso sem falar em Cuba, onde muitosforam treinados… E nem estou falando da guerrilha, já que estou falando apenasde política partidária democrática. 

Na verdade, quando o conceito cristaliza, ele fica mal cheiroso.

Outrora o que antes parecia sinônimo de evolução, hoje passou a ser considerado como atraso.

Certo ou errado? 

 Mesmo sem escolher um lado, não dá para se esquecer de que já houve o Consenso Washington, a queda do muro de Berlim e o aprofundamento do próprio processo de globalização. Só que, muitas vezes, estes fenômenos são tratados apenas superficialmente, com chavões ou com a mera transposição de conceitos e de modelos. Esquece-se de que as próprias transformações da economia e da sociedade mundial exigem uma interpretação reelaborada.

Afinal, não dizia o próprio Marx que os homens são produtos das circunstâncias, mas que os próprios homens são igualmente capazes de mudar as circunstâncias?…

Então, a interpretação do mundo não pode ser meramente automática!

 Há que sofrer atualizações…

Só que, para atualizar a própria interpretação do mundo, é necessário ter profundidade teórica e filosófica, bem como um conhecimento denso dos primórdios da história, de seus desdobramentos civilizacionais e dos conceitos que lhes servem de base de sustentação.

Não basta decorar e transplantar. 

Há que se estudar e reelaborar continuamente teorias e conceitos.

Para tanto, os Institutos Partidários têm que promover mesas de estudo e de discussão continuamente. Não basta apenas realizar plenárias focadas em empirismo ou num arremedo de participacionismo popular. 

Há que fazer perguntas e se buscar respostas para o que acontece no mundo.

E não dá para se esquecer de que ele está, de fato, globalizado. Primeiro, porque, quanto  “ uma borboleta bate as suas asas no Oriente, causa um furacão no Ocidente”. E segundo, porque, com o advento da internet, a informação também não tem mais fronteiras.

Daí fica uma pergunta: O que interfere no mundo?

E em meu país?

Também não dá para se esquecer de Lenin, que, no início do século XX, já chamava atenção para o esquerdismo, qualificando-o de doença infantil do comunismo.

Também muito cuidado com as ações e os programas.

Na verdade, eles podem acelerar ou retardar qualquer processo de mudança real. Ou seja, sem evolução científica e tecnológica, não dá para forjar nenhum processo de mudança que almeje funcionar como alavanca. Neste sentido, não dá para apostar em mudança sem desenvolver competência para tal. Tudo demora um certo tempo para maturar e as mudanças não ocorrem por decreto.

Vejam o caso de algumas leis relacionadas com a concorrência, como o pregão eletrônico, por exemplo.

Buscando confrontar a corrupção ou o superfaturamento, ela privilegia quem oferece os menores preços.

Isso é muito justo?

Só que, no caso do Brasil, ”o remédio está matando o próprio paciente”. Quem oferece os menores preços sempre ganha, mas quando potencializa a falta de competência ouinapetência para fazer obras, esta política só contribui para atrasar o desenvolvimento e até mesmo para aumentar (ao invés de diminuir) o gasto público. Vejam o caso de um infindável número de estradas brasileiras e de  vários aeroportos. Muitos são obras sujas que se desmancham em pouco tempo

Com autocrítica e uma análise sem paixão só vendo o Brasil no Conserto de Nações, fazendo algumas perguntas:

Qual o papel do Brasil neste Conserto? Qual o seu papel no Mundo neste Conserto?

Qual o papel dos Países parceiros neste Conserto?

 Qual é a função do Socialismo neste cenário?

 Sempre revisando o pensamento verdadeiramente de esquerda, há que se enveredar pelo caminho de uma pesquisa acadêmica de fundo para embasar os governantes de esquerda, no sentido,inclusive, de perseguir uma reengenharia. Só a partir daí é que poderemos nos aventurar numa campanha política nacional. Sem isso, nos faz falta o uso de ferramentas apropriadas para se fazer o bom combate.

Sem essas ferramentas, só nos resta lançar uma campanha e montar um palanque com um discurso igualzinho ao da direita. Inverter frases com pirâmides de textos de comunicação pode até contribuir para parecer que tudo é diferente, ou seja, cheio de esperteza, já que profundidade e inteligência e outra coisa. Ou fazer como alguns partidos têm feito nos últimos tempos no Brasil: mudam-se siglas, estatutos ou alguns capítulos do estatuto.

E coligam com a direita.

Além de irrelevante do ponto de vista teórico e histórico, isto é coisa de mau caráter.  

A Política (com P maiúsculomesmo) precisa de políticos para mudar, renovar, reorganizar os seus princípios

e nortear grande parte de seu eleitorado. O partido de esquerda que faz

coligação com a direita está renegando os seus próprios princípios partidários.  

E princípios, ideologia, ética e moral são coisas sagradas nos partidos.

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