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Degelo de geleiras no oeste da Antártica parece irreversível

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Flávia Moraes – 

13icenew-superJumboA NASA detectou um derretimento dramático das geleiras no Mar de Amundsen, no oeste da Antártica. Ilustração: NASA

Um rápido derretimento na seção oeste das geleiras da Antártica, região onde fica o mar de Amundsen, foi detectado pelos pesquisadores da NASA e da Universidade da Califórnia, Irvine (ver mapa*). No estudo, divulgado na última segunda-feira (12), eles sugerem que esse processo parece ser irreversível, já que não conseguiram encontrar nenhum indício no local que pudesse parar o derretimento desses imensos corpos de gelo.

Essa descoberta reforça a preocupação com a influência de tal derretimento para o aumento do nível do mar. O fenômeno liberaria ao oceano por ano quantidade de gelo equivalente àquela que cobre a Groelândia. A massa de gelo contida nessas geleiras é suficiente para aumentar o nível do mar em 1,2 metros.

Como elas estão derretendo mais rápido do que os cientistas esperavam, o glaciologista e autor da pesquisa Eric Rignot, da Universidade da Califórnia em Irvine, e do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, afirma que será preciso rever as previsões sobre a subida do nível do mar. Uma estimativa conservadora do estudo, no entanto, sugere que pode levar séculos para todo esse gelo fluir para o oceano.

O perigo também está no fato de que nas evidências apresentadas na pesquisa, que traz 40 anos de dados de observações, os sinais mostram que essas geleiras, a oeste da Antártica, já passaram do ponto em que seria possível cessar o seu degelo, de acordo com Rignot.

Medição da linha de encalhe das geleiras

“Esta linha de uma geleira é o ponto onde ela passa do seu estado de manto de gelo para plataforma de gelo, é quando o gelo começa a flutuar sobre o mar, não mais apoiado sobre o continente.”

A equipe usou dados obtidos por radares entre os anos de 1992 e 2011 pelos satélites European Earth Remote Sensing (ERS-1 and -2) que mapearam a retração da linha de encalhe das geleiras. A tecnologia do radar permite que os cientistas calculem precisamente o quanto da superfície da Terra está se movendo.

O glaciologista e diretor do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jefferson Simões, explica que a linha de encalhe (ou de flutuação) do manto de gelo (ou de uma geleira) é o ponto onde ele passa do seu estado de manto de gelo para plataforma de gelo. Ou seja, é quando a porção de gelo começa a flutuar sobre o mar, não mais apoiada sobre o continente.

Como a temperatura do mar está aumentando e a base gelada vai derretendo, a linha de encalhe recua cada vez mais para dentro do continente, o que resulta em mais parte da geleira flutuando.

“Importante notar que essa passagem de geleira fixa sobre o continente para a flutuante implica em contribuição para o aumento do nível do mar”, ressalta Simões.

Assim, os resultados mostram que o fluxo acelerado de derretimento e a retração da linha de encalhe em direção ao continente reforçam um ao outro. Ao passo que as geleiras derretem mais rápido, tanto horizontal quanto verticalmente, elas vão ficando mais estreitas e mais finas, o que reduz o seu peso e as faz flutuar. Além disso, quanto mais se retrai a linha de encalhe, mais geleiras tornam-se plataformas de gelo sobre a água, o que as torna menos resistentes e facilita o processo de derretimento acelerado.

Portanto, para Rignot o fluxo acelerado de derretimento e a falta de um ponto que freie e a topografia inclinada na base da geleira apontam para uma conclusão: o colapso do setor oeste da Antártica pode ser mesmo irreversível. “O fato de que a retração esta ocorrendo simultaneamente em um setor grande sugere que há uma causa comum para esse processo, como um aumento da temperatura da água do oceano abaixo da porção flutuante do gelo. Sob essas circunstâncias, o fim dessas geleiras parece inevitável”, disse o pesquisador.

Animação da NASA mostra as mudanças detectadas nas geleiras do oeste da Antártica, na baía do mar de Amundsen

 

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