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“Novo relatório do IPCC terá grande impacto”,

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diz Carlos Nobre

Débora Spitzcovsky 

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Neste mês, o climatologista Carlos Nobre, que é membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), participou do programa Roda Viva, da TV Cultura.

Conhecido como um dos maiores especialistas em estudos climáticos do país e integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Nobre falou sobre a participação do homem no aquecimento global, os desafios de frear as emissões em um planeta cada vez mais populoso, os chamados ‘céticos’ do clima e o que esperar do próximo relatório do IPCC, que começa a ser divulgado em setembro.

Confira, abaixo, alguns trechos da entrevista.

O LIMITE DE 2ºC
“Do ponto de vista tecnológico, é perfeitamente factível que o aumento da temperatura não ultrapasse os 2ºC até 2050, com relação aos níveis da era industrial, como recomenda a ONU. Mas a velocidade com que perseguimos esse objetivo é muito lenta, o que dificulta tudo. Para alcançar essa meta, as estimadas 9 bilhões de pessoas não podem chegar em 2050 emitindo mais do que 2 toneladas de CO2 equivalente (CO2e) por ano.

Hoje, a emissão média é de sete toneladas/ano e enxergamos um cenário de enorme dificuldade em entrar na trajetória para uma economia de baixo impacto ambiental”.

AS EMISSÕES BRASILEIRAS
“O Brasil conseguiu reduzir 80% do seu desmatamento na Amazônia em sete anos. Trata-se de um mérito, mas não um louro permanente. Não é fácil manter essa redução e a união da sociedade e do governo é fundamental para que esse ganho não seja perdido.

Temos outras duas áreas promissoras para a redução de emissões. A primeira é aagricultura. Inventário de 2010 mostrou que as emissões agrícolas aumentaram 4,3% em cinco anos, enquanto o PIB agrícola cresceu 27%. Ou seja, a produtividade do setor não depende das emissões e os agentes econômicos já perceberam isso.

A outra área que merece atenção é a da energia. As emissões do setor aumentaram 10%, o que é mais ou menos o crescimento do PIB associado ao setor. O cenário é preocupante e se deve, principalmente, ao transporte. O Brasil não pode continuar sem um plano de transporte público de massa muito mais renovável e sustentável. Poucas coisas são menos eficientes do que um veículo de duas toneladas transportando uma pessoa de 80 kg. O modelo de mobilidade baseado nos carros é um exemplo de consumo energético perdulário e não tem como progredir”.

O HOMEM E O AQUECIMENTO GLOBAL
“A certeza científica a respeito da participação antrópica no aquecimento global só tem aumentado com o tempo. Hoje, tenho muito pouca dúvida em afirmar que o aquecimento do planeta – principalmente nos últimos 30, 40 anos – não tem explicação melhor do que a emissão cumulativa de gases que provocam o efeito estufa ao longo de um período muito maior, já que os efeitos da liberação desses gases não são imediatos”.

OS NEGADORES DO CLIMA 
“Não podemos generalizar. Há de tudo no meio dos ‘céticos’. Alguns são bons pesquisadores, que têm natural ceticismo com relação a consensos científicos. A postura deles é muito saudável e, inclusive, ajuda a ciência, uma vez que a provoca para consolidar suas afirmações.

No entanto, a grande maioria dos céticos atua nos EUA, não são cientistas da área climática e estão muito ligados aos lobbys da energia fóssil. São pesquisadores que querem fazer o mesmo que os cientistas da área médica fizeram na década de 70 com relação ao tabaco – e, inclusive, se articulam com os mesmos escritórios de advocacia em Washington. É um movimento político que está aí para confundir”.

O QUE ESPERAR DO RELATÓRIO DO IPCC
“Nenhum cientista envolvido no trabalho do IPCC pode fazer comentários antes da publicação do documento. Mas, mais do que esperança, tenho convicção de que esse relatório vai ter um grande impacto, talvez da mesma ordem do impacto do 4º relatório (AR4), lançado em 2007.

O tamanho dos cortes nas emissões, para navegarmos com maior segurança climática nesse século e no próximo, precisa ser significativo. Não dá mais para pensar em pequenos cortes. Quando essa mensagem é colocada com maior clareza e base científica no relatório, ela causa maior impacto, assim como aconteceu com o 4º relatório.

O Brasil foi um dos países que respondeu bem à publicação do AR4 do IPCC. Antes dele, tinha uma posição. Depois, começou a articular outra”.

Abaixo, assista à entrevista completa de Carlos Nobre no Roda Viva.

Um abraço

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